Fórmula 1: E se não fosse o dinheiro a determinar o calendário?

O Circuito de Baku é um bom exemplo de como se juntou o útil ao agradável na Fórmula 1. Útil porque o Azerbaijão paga do ‘bom’ para lá ter a corrida e agradável porque ao contrário do que se pensou inicialmente, esta foi a terceira corrida no traçado azeri, e não houve uma única que tenha sido aborrecida.

As suas características, com uma zona muito sinuosa e estreita e outra de alta velocidade e larga, ‘conspiram’ para que os carros andem nos limites das suas capacidades, normalmente com muito pouco apoio aerodinâmico, o que permite aos pilotos fazerem a diferença.

Para além disso, o facto de ter muros à volta de todo o seu traçado, isso pune os erros, mas nas zonas de ultrapassagens tem escapatórias que motivam os pilotos a arriscar. Talvez a pista de Baku devesse ser estudada para que novos circuitos possam ter um layout capaz de nos oferecer boas corridas.

E é esse o ponto a que queremos chegar. Logicamente que não se pode mudar todo o calendário da Fórmula 1 a pensar só na qualidade das corridas, isso não existe, mas se calhar é possível assegurar que os novos possam melhorar a qualidade do espetáculo.

Este ano, temos uma pista nova, que em teoria vai proporcionar um bom espetáculo, mas a verdade é que só tem dois pontos de ultrapassagem, nas curvas 1 e 8.

Nos Grandes Prémios que faltam, Espanha é sempre complicado para ultrapassar, do Mónaco nem vale a pena falar, Áustria tem bons pontos de ultrapassagem, na Grã-Bretanha, os bons pilotos descobrem pontos, em Hockenheim há dois pontos, na Bélgica não há problemas, Itália também não, Singapura é complicado, mas a corrida costuma ser boa, porque há muitas interrupções, a Rússia depende, está longe de ser tão boa quanto o Azerbaijão, o Japão costuma dar boas corridas, embora não existam muitas ultrapassagens e por fim, os Estados Unidos, México e Brasil, são habitualmente sinónimos de bom espetáculo.