E se fosse a Power Stage a decidir o Rali da Grã-Bretanha e o título mundial?

O derradeiro troço do dia já não mudou nada na classificação geral, Thierry Neuville venceu a especial com 0.5s de avanço para Dani Sordo, sendo que na geral, Elfyn Evans vai para o derradeiro dia de prova com 46.3s de avanço para Thierry Neuville.

O belga tem atrás de si Ott Tanak e Sébastien Ogier, de quem já não se espera uma ataque final para tentar ir ‘buscar’ o piloto da Hyundai (Tanak está a 14.8s), mas há ainda vários pontos em aberto para o último dia de prova. Se o título de Construtores é um mero proforma para a M-Sport, já o de pilotos pode ainda haver aqui algumas ‘nuances’.

É que como as coisas estão, Evans soma 25 pontos, Neuville 18, Tanak 15 e Ogier, 12. Mas faltam aqui os pontos da PowerStage. Neste contexto, Ogier deixaria Neuville a 32 pontos e Tanak a 34. E é aqui que ‘entram’ os pontos da PowerStage, que como se percebe, podem ou não definir o título Mundial de Pilotos.

Ogier nem sequer precisa de ganhar a PowerStage, pode ser segundo atrás de Neuville (se esteve vencer a PowerStage, claro) e será Campeão. Já! Mas se o belga vence a PowerStage e Ogier for terceiro, o campeonato não termina já porque ficam 30 pontos de diferença (o máximo são 25+5 por rali) e Neuville tem mais vitórias que Ogier, que são o primeiro fator de desempate.

E ainda pode haver aqui uma jogada pelo meio, basta Tanak deixar passar Ogier, isso muda o total de pontos, e o francês só precisa de ser quinto na PowerStage (novamente e sempre se Neuville vencer). Portanto, o melhor mesmo é aguardar pelo final do rali, até porque, muito pode ainda acontecer até lá, faltam sete troços. É que ‘isto’ são ralis… Veja por exemplo, como numa super-especial de 1.80 Km, foi suficiente para Juho Hanninen bater numa árvore e arrancar um roda… E hoje ainda há mais dois troços que podem mudar alguma coisa.

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