O Alfa Romeo 33/2 que foi enterrado em Angola para escapar à guerra

O Alfa Romeo 33/2 nº 0015, mais conhecido pelo “33 do Peixinho”, nasce com um motor de 2 litros nas 24 horas de Daytona em 1968. A partir do Targa Florio, onde corre com o nº 220, é montado o primeiro V8 de 2,5 litros. Disputa o campeonato do mundo com as cores das Autodelta. Posteriormente é vendido a VDS (Equipa Belga) em 1969, ano em que é pilotado por Teddy Pillete.

No ano seguinte António Peixinho e a Socoina importador da Alfa Romeo para Angola, compra-o e com ele corre em diferentes provas durante os anos 70, onde ficou célebre. Posteriormente foi adquirido por Santos Pêras. Após a independência o “33” ficou em Angola e com os problemas inerentes à guerra instalada, para proteção do automóvel é deixado praticamente ao abandono dentro de uma caixa de madeira enterrado num quintal de uma vivenda ao longo de cerca de 20 anos. Esta “camuflagem” permitiu que o 33/2 sobrevivesse à violenta guerra de Angola e que viesse a ser posteriormente recuperado.

Quando alguém informa Jean-François Chambault da sua existência em Angola este inicia uma busca do mesmo que dura meses. O Alfa Romeo 33/2 é finalmente encontrado em finais de 1983 dentro da caixa de madeira, com a uma cobra “Piton” dentro do depósito, história que se tornou quase mitológica em torno deste automóvel.

Regressa à Europa em 1986, mantendo-se no estado em que foi encontrado até 1994, ano em que começa a ser restaurado por Giordano e Massimo Gambi, velhos conhecidos da Autodelta, concretizando assim um regresso a casa depois da atribulada aventura africana.

A partir de 2000 passa a ser propriedade de Franco Meiners, tendo sido preparado em França por Francis Trichet.

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