Poupar com ponto morto? Mito desfeito!

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Fica aqui demonstrado num vídeo qual a forma mais económica de poupar combustível nas descidas, com uma comparação ao que acontece com o carro desengatado ou com uma mudança engrenada.

Existe o mito de que, para poupar combustível em descidas, se deve desengatar a mudança do carro e deixar que ele siga em “ponto morto”. No entanto, um vídeo agora apresentado pelo famoso canal de youtube “Engineering Explained” vem demonstrar que fazer o contrário, e deixar uma mudança engrenada, é efetivamente mais económico. Sem ter em conta outras situações, como o desgaste ou esforços pedidos aos componentes, esta obra vem explicar que a travagem com o motor é a melhor forma de fazer “coasting” (seguir à vela), pois evita que o consumo de combustível. De referir ainda outra situação que não é abordada mas de extrema importância, e que passa pela velocidade que o carro pode ganhar ao não ter uma mudança engatada, e que pode posteriormente dificultar a travagem e fazer perigar a segurança.

Segundo é explicado, como não se utiliza o acelerador, e apenas a gravidade e a inércia são responsáveis pelo movimento do carro com a mudança engrenada, a velocidade vai-se reduzindo. Ou seja, fazemos a travagem com o motor, que apenas continua a trabalhar porque existe movimento das rodas conetadas à transmissão, e que o forçam a isso. Mas, como o vídeo demonstra, não existe qualquer gasto com combustível. O mesmo não acontece com o carro em ponto morto, pois os gráficos do vídeo revelam que o motor vai sempre consumindo combustível, que é injetado nessa situação. Além disso, quanto menor a velocidade mais combustível se gasta.

O vídeo refere, no entanto, que no caso de estarmos num terreno muito acidentado poderá ser mais vantajoso em termos de eficiência seguir em ponto morto, pois não se perde tanta velocidade e o carro “embala” de uma descida para a subida seguinte. No caso do coasting com mudança engrenada, acaba sempre por ser necessário voltar a utilizar o acelerador, o que significa maiores consumos na média ponderada deste tipo de percursos. Mas mesmo nestes casos, em descida acaba por se consumir mais combustível em ponto morto do que ao ter uma mudança engatada.