O cimento dos Romanos era melhor que o nosso, e agora sabemos porquê

Apesar de parecer forte e seguro, o cimento é uma substância que se degrada facilmente quando exposto aos elementos, e necessita de ser reforçado ao fim de alguns anos. Para constante surpresa de muitos especialistas em estruturas, o cimento das ruínas romanas sobreviveu por séculos e está cada vez mais forte. O segredo esteve escondido por anos, mas foi finalmente descoberto.

Numa era em que a defesa de uma cidade era importante para a sobrevivência de uma cultura ou civilização, os romanos criaram o seu cimento de modo a que pudesse ficar mais forte com o tempo. A tecnologia moderna faz cimento com elementos inertes, tornando-o vulnerável a erosão natural, como ventos fortes ou água salgada. Os romanos misturavam cinzas volcânicas e cal, que reagiam com a água salgada criando novos elementos cristalinos que fortaleciam a pedra.

Um grupo de cientistas da Universidade do Utah, nos Estados Unidos, afirma ter descoberto a receita exata dos elementos exatos para duplicar o cimento romano. Estes elementos eram usados em edifícios como o Panteão ou as Colunas de Trajano, mas também em fortalezas costeiras. Agora, esta tecnologia pode ser reaproveitada, especialmente em estruturas aquáticas, algo que é bastante útil à medida que o nível médio dos oceanos ameaça subir e engolir áreas costeiras.