Jaguar Land Rover já ensaia autónomos nas estradas britânicas

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Bastante empenhada no desenvolvimento de novas soluções de condução automatizada, a Jaguar Land Rover está já a cumprir os seus primeiros ensaios de estrada com modelos conectados no Reino Unido.

A marca quer ter os seus ‘carros inteligentes’ rapidamente na estrada e, integrada no projeto UK Autodrive com um orçamento de 20 milhões de libras (cerca de 22,6 milhões de euros), a Jaguar Land Rover está a testar um conjunto de tecnologias que vão permitir a comunicação entre os veículos e a infraestrutura da estrada, como é o caso dos semáforos de Coventry. Com estes testes, a marca vai estudar como os futuros veículos autónomos podem reproduzir o comportamento e as reações humanas durante a condução.

A ideia é que os veículos autónomos sejam viáveis em todas as condições meteorológicas e em qualquer superfície de condução do dia-a-dia, quer em estrada, quer em percursos todo-o-terreno.

Referindo-se a estes avanços tecnológicos, Nick Rogers, diretor executivo da área de desenvolvimento, engenharia e de produto da Jaguar Land Rover confessou ser “muito emocionante testar este projeto de condução autónoma nas vias abertas ao trânsito, uma vez que a complexidade envolvente permite-nos encontrar ideias mais exatas para melhorar a segurança na estrada”.

Além disso, explicou que “graças à colocação de vários sensores e a novas tecnologias inteligentes capazes de processar os dados recolhidos, estamos a conseguir características e desempenhos técnicos extremamente precisos que vão fazer com que a marca seja pioneira na aplicação destas tecnologias no setor automóvel”.

Com o lançamento destes testes, Coventry junta-se ao grupo exclusivo de 12 cidades do mundo onde se realizam testes em circuito aberto. Os testes vão continuar durante 2018.

Note-se, por fim, que a UK Autodrive é o maior dos três consócios concebidos para fomentar a introdução de veículos autónomos no Reino Unido. A iniciativa serve para promover o país como núcleo global da investigação, desenvolvimento e integração na sociedade dos veículos autónomos e conectados. O consórcio já testou as tecnologias fruto destas investigações em circuito fechado, de modo que o começo das provas em circuito aberto e real é o passo seguinte para dar vida ao projeto.

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