vai ser possível para qualquer pessoa construir robôs com origens biológicas. Bem, não é assim tão simples, não é como preparar uma mousse de chocolate instantânea, daquelas que se compram no supermercado. Mas a Universidade de Illinois publicou os resultados de uma experiência que ensina quais são as ferramentas e o ingredientes necessários para construir estes sistemas.

Rashid Bashir é o responsável por esta experiência, que foi publicada no jornal científico Nature Protocols. De acordo com a introdução do artigo, “máquinas biológicas, constituídas por células e materiais biológicos, têm o potencial para detetar, processar, reagir e adaptar-se a sinais ambientais em tempo real. Para podermos construir essas máquinas, desenvolvemos um método de fabrico para ativadores musculares para estruturas esqueléticas”.

Estas estruturas têm tamanhos mínimos, até microscrópicos, e destinam-se, para já, para trabalho em laboratório. Têm, no entanto, a vantagem de poder ser facilmente construídos em impressoras 3D, facilitando o acesso da utilização civil à nanotecnologia. As estruturas base, que simulam o trabalho de esqueletos e músculos, demoram entre duas e três horas a ser produzidos, e construir uma estrutura móvel e reativa ao ambiente deverá demorar cerca de uma semana.