“A tecnologia salva vidas” ao melhorar a segurança nas estradas, sublinha Christophe Périllat, CEO do grupo francês Valeo.
Para este especialista, até 2030, 90% dos veículos produzidos no mundo serão equipados com sistemas de assistência à condução (ADAS), dos quais 50% serão de nível 2 e 2+. E três milhões serão até mesmo de nível 3 ou 4.
No entanto, o último nível de automação (nível 5), considerado equivalente a um condutor humano, está ainda fora de alcance de um consumidor comum neste momento, “não devendo ocorrer antes de 2035”, afirma a S&P Global Mobility. Apesar dos incidentes e dos acidentes em que se veem envolvidos serem mais facilmente comentados, os veículos autónomos continuam a ser uma aposta da indústria automóvel, como se viu neste CES 2024. Segundo a agência France Press, que esteve no CES, o veículo autónomo está a expandir-se atualmente em duas direções: profissionais com frotas de robotáxis e autocarros; e particulares, com menos automação “por razões regulamentares, mas também de preço, pois é necessário desembolsar cerca de 10.000 dólares a mais por um veículo de nível 4”, refere a France Press. Mas para empresas, esse custo adicional é rapidamente compensado por um veículo autónomo que pode funcionar praticamente 24 horas por dia, todos os dias do ano. Nesse contexto, Kersten Heineke prevê a circulação de “centenas de milhares de robotáxis” dentro de três a cinco anos, com a China a liderar este movimento, seguida pelos Estados Unidos e Europa.