Jaguar F-Pace: Sem receio dos alemães

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista
Jornalista

O Jaguar F-Pace representa a primeira incursão da marca inglesa no domínio dos SUV de luxo. E bem se pode dizer que a Jag acertou no “jackpot”. É lindo, espaçoso, bem equipado e enfrenta sem receio os rivais do segmento, como o Audi Q5 ou o BMW X3 e não receia o Porsche Macan. O Motor24 experimentou-o na versão Prestige, com o novo motor 2.0, de 180 cavalos e tração integral. Que SUV!

Ninguém se pode queixar da estética do F-Pace, lindo qualquer que seja a cor escolhida, nem do espaço a bordo, da luminosidade proporcionada pelo vasto teto panorâmico, do equipamento ou do requinte da maior parte dos materiais aplicados, com uma montagem sólida. É quase impossível não nos sentirmos bem a bordo deste F-Pace Prestige, que custa pouco mais de 66 mil euros e nos leva rapidamente até aos 208 km/h.

A posição de condução alta permite ver mais além no trânsito, os bem controlados movimentos da carroçaria inspiram confiança e o pletórico equipamento de conforto e de segurança (a sua descrição ocupa três páginas) pedem para fazermos quilómetros. Até porque a caixa automática de oito velocidades automática, com seleção sequencial e patilhas no volante, está muito bem escalonada.

A iluminação ambiente permite optar entre dez cores, há cinco fichas de 12 volts espalhadas pelo habitáculo, há muitos espaços de arrumação e o banco traseiro é rebatível, entre muitos outros itens.

A distância entre eixos, de 2,874 mm, torna mais fácil entrar e sair dos bancos traseiros e o sistema de climatização de quatro zonas com saídas de ar no pilar B oferecem um conforto acrescido.

O ecrã tátil tipo tablet de 10,2 polegadas é bastante intuitivo, o ponto de acesso wi-fi permite ligar até oito dispositivos e o painel de instrumentos virtual HD de 12,3 polegadas, tudo complementado por um Head-Up Display com tecnologia laser.

Bom comportamento

Apesar de serem bem vindos pelo menos mais 20 cavalos – tendo atenção que a unidade estava calçada com jantes de 19 polegadas, que asseguram uma estabilidade sem defeito e um excecional comportamento em curva, ou não fossem quatro as rodas a puxar por apenas 1 665 quilos -, não podemos falar em sub-motorização. Mas há um grande hiato de potência até à motorização acima, um 3.0 Diesel, de 300 cavalos, que admite jantes ate 22 polegadas.

A qualidade do chassis e do amortecimento bem que acomodavam a potência extra, para fazer jus à imagem desportiva. A marca refere que tudo se deve à “elevada resistência à torção da carroçaria, à performance da suspensão dianteira de triângulos duplos sobrepostos e a sofisticada suspensão traseira “Integral Link”.

O sistema Adaptive Dynamics monitoriza os movimentos da carroçaria 100 vezes por segundo e das rodas 500 vezes por segundo, garante a marca.

Muito alumínio

A intensiva utilização de alumínio (representa 80% do metal aplicado) explica o baixo peso para um SUV que mede 4,73 metros, tem 1,954 metros de largura e 1,65 de altura e que oferece uma mala com 650 litros de volume.

No entanto, se optar por um pneu sobressalente de medidas normais, como era o caso do nosso exemplar, a mala fica com uma inestética tampa a tapar o pneu, que mais parece um acrescento de última hora. Inexplicável numa viatura tão bem desenhada e com tanta atenção aos pormenores. E, além de roubar espaço, ainda impede que o piso fique completamente plano quando se rebatem os bancos traseiros.

E será esta a maior crítica a apontar ao interior do F-Pace. Um SUV onde toda a gente se sente bem, pois espaço é coisa que não falta e todos vão instalados em confortáveis bancos revestidos a couro.

Os preços do F-Pace com o motor 2.0 começam nos 53.316 euros (17.500 são impostos). Para aceder aos 3.0 V6 é preciso pagar entre 81.441 e 107.576 euros. No topo está o motor 3.0 V6 a gasolina, com potências de 340 e 380 cavalos e preços entre os 83.077 e os 112.298 euros.

A garantia é de três anos sem limite de quilometragem.

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