Land Rover Discovery Sport 2.0 TD4: Agora mais poupado

Evoluiu mas não muito. Continua com dois níveis de potência, 150 CV e 180 CV, melhorou em binário e principalmente nos consumos.

Com a introdução dos novos motores Ingenium, o Discovery Sport passou a ser mais competitivo face à concorrência, com a introdução do novo motor 2.0 litros. A potência baixou dos 190 CV para 180 CV face ao antigo bloco 2.2, mas o binário passou de 400 Nm para 430 Nm mantendo o mesmo regime, 1750 rpm.

Na realidade, esta diferença torna o Discovery Sport mais agradável em baixos regimes, principalmente quando carregado com os 7 ocupantes. A caixa automática de 9 velocidades também dá uma boa ajuda, mas não está bem adaptada ao peso que, nesta versão, ronda os 1885 kg, podendo por isso revelar algumas hesitações, não se percebendo bem se isso acontece por falta de binário, ou se é mesmo uma questão de afinação ou de gestão da caixa.

O ponto menos favorável é o consumo. A média anda nos 8,9 litros aos 100Km, mais 4 litros do que a marca anuncia oficialmente, atingindo facilmente os 10 litros se impusermos uma condução mais viva. Em estrada, aí sim, conseguimos baixar para a casa dos 6 litros graça ao escalonamento mais longo das mudanças mais altas. O problema está na cidade, onde raramente se consegue rolar em 8ª, devido à relação muito longa, uma opção que priviligia os consumos na estrada.

Quanto às acelerações, a unidade ensaiada do Discovery Sport não conseguiu chegar aos 8,9 segundos anunciados, ficando-se pelos 10,4 segundos medidos. Razão plausível podem ser os poucos quilómetros que o carro tinha, cerca de 25 Km enquanto, as medições foram efetuadas com cerca de 400 Km.

A versão ensaiada 4×4 estava equipada com o sistema eletrónico com várias pré-programações. Estas controlam não só os bloqueios dos diferenciais mas também a altura ao solo e a dureza da suspensão, o que faz com que a progressão nos diversos tipos de pisos seja muito fácil, estando equipado também com o sistema HDC que facilita as descidas quando estas têm uma pedente muito acentuada. Esta é uma ajuda importante já que nos tira a preocupação de travarmos para não aumentarmos a velocidade.

Em mau piso não existem vibrações nem ruídos parasitas e a suspensão está bem afinada. Prova disso é o enorme conforto que se sente a bordo, o que não é novidade na Land Rover. Em estrada o comportamento é muito agradável e nos percursos mais sinuosos não se nota a influência do peso, o que ajuda a manter as trajetórias, ao contrário do que acontece nas travagens, onde a transferência de peso se nota com alguma intensidade.

A última fila de bancos serve apenas de recurso, não sendo por isso uma solução para grandes viagens. Não só porque os bancos são desconfortáveis como o espaço para as pernas é reduzido. Mesmo assim dão jeito e têm a grande vantagem de, enquanto recolhidos, não roubarem espaço de bagagem, mantendo os 541 litros de capacidade.

Cobiçado por muitos, o Land Rover Discovery Sport está disponível com duas motorizações, 150 CV desde 41800€ na versão 4×2 e, por 46 348€, com o motor de 180 CV. A versão de quatro rodas motrizes está apenas disponível com o moto mais potente e custa 48 552€.

VEREDITO

Para além da redução do preço os novos motores Ingenium garantem simultâneamente um funcionamento mais suave e emissões de CO2 mais baixas. O Discovery Sport passou a ser mais competitivo face à concorrência.

Texto Miguel Gomes

Fotografia José Bispo

Turbo

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