Mercedes-Benz E 220d: Nasceu mais uma estrela

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista
Jornalista

Em equipa que ganha não se deve mexer (muito). Daí que em ternos estilísticos o novo Mercedes E, aqui ensaiado na variante berlina, represente uma evolução relativamente ao modelo que substitui. Suficiente para o distinguir exteriormente da versão anterior, mas que não choca os clientes mais tradicionais da marca.

Já o interior, assemelha-se ao do topo de gama S, o que deve ser entendido como um elogio. À frente esconde-se o novo motor de 2 litros e 194 cavalos (com 400 Nm de binário), mais do que suficientes para mover com desenvoltura este grande automóvel (4,92 metros).

Encaixado entre o C e o estatutário classe S, este E220d tem uma presença impressionante em estrada, não defraudando as expectativas de quem gasta algo mais de 70 mil euros (no caso da viatura ensaiada) num carro. E, embora a nova assinatura luminosa o torne facilmente reconhecível por onde passa, é suficientemente discreto.

O espaço interior é abundante em todas as cotas, não faltam locais de arrumação, a qualidade dos materiais e acabamentos só merece elogios. Há pormenores a reter, como o design das portas, os comandos táteis no volante (passamos o polegar para aceder a diversos menus de informação e de configuração e clicamos no meio para selecionar o que pretendemos) ou a possibilidade de escolher entre 64 (!) cores para a iluminação interior.

Desta ainda para os dois ecrãs de 12.3 polegadas, uma a substituir o painel analógico em frente ao condutor, o outro destinado ao sistema de infoentretenimento.

Menos bem está o touchpad, colocado no local onde tradicionalmente estava a alavanca da caixa de velocidades, que permite escrita inteligente, mas que não é nada intuitivo. Nota menos igualmente para o GPS, pois a introdução de destinos é lenta e demora sempre algum tempo a recalcular rotas.

Iluminação de topo

Apesar da politica de opcionais da Mercedes fazer disparar o preços dos seus modelos (o E220d pode ser comprado a partir dos 58 500 euros e a unidade ensaiada tinha quase 10 mil euros em extras), a verdade é que mesmo de série temos direito a um automóvel bem equipado em termos de segurança ativa e passiva, corretamente insonorizado e que garante quilómetros de viagens confortáveis. Mas aconselhamos vivamente o sistema Multibeam LED, que custa perto de 1100 euros, mas vale cada cêntimo.

É uma mais valia na condução noturna, tanto pelo acréscimo de segurança, como pelo conforto visual que proporciona. Podemos, por exemplo, circular sempre de máximos atrás de uma viatura que o sistema cria uma zona de sombra, por forma a não encandear o condutor da frente. E quando o ultrapassamos, em escassas centésimas de segundo voltamos aos máximos.

Rápido e económico

Este E220 consegue acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 7,4 segundos, tem uma velocidade máxima de 240 km/h e nunca o sentimos modelos sub-motorizado, mesmo quando viajamos com lotação completa. A caixa de velocidade G-Tronic, com 9 velocidades, é um espanto de suavidade e seguimos sempre na relação certa, o que ajuda a explicar os consumos por nós obtidos, com média de 6,5 l/100 km. O que, com um depósito de 66 litros, dá quase para mil quilómetros de serenidade.

Querendo despachar serviço, alteramos as definições para Sport ou Sport+, passamos de mudanças nas patilhas e aí temos um familiar (não um desportivo, que o importante aqui é o conforto) divertido de conduzir. O carro consegue ser ágil e aceita bem transferências de massa nas curvas feitas com mais afinco.

A gama começa no E200 a gasolina, de 184 cavalos (a partir dos 56 mil euros). Por mais 500 euros já se consegue aceder ao 200d, com 163 cavalos. O mais caro é o AMG E 43 4MATIC, de 401 cavalos, que custa 96 800 euros. As carrinhas custam, em média, mais 2500 euros.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.