VW Tiguan: o apurar da raça

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista
Jornalista

Com um êxito de vendas entre mãos, a Volkswagen soube atualizar de forma inteligente o seu Tiguan. Não choca os clientes tradicionais e oferece aos novos compradores uma imagem de modernidade que lhe assente bem. O Motor24 experimentou a versão 2.0 TDI, de 150 cavalos e tração dianteira, um produto maduro, bem adaptado às famílias e com prestações de bom nível.

A qualidade do interior deste Tiguan é à prova de bala, com bons materiais e montagem rigorosa. Apostamos num futuro sem ruídos irritantes, daqueles que ninguém sabe de onde vêm.  A ergonomia é bem estudada (veja-se o monitor touch colocado numa posição elevada, evitando desviar a atenção da estrada) e está-se bem neste SUV, onde tudo parece ter sido pensado em função das necessidades dos ocupantes.

Espaços de arrumação

É fácil “despejar” os bolsos no Tiguan, pois abundam os espaços de arrumação, as bolsas nas portas são grandes e nem faltam as gavetas sob os bancos da frente. Nota negativa para o porta-luvas, quase inutilizável, dada a presença do leitor CD/DVD e do sistema de navegação.

Quem ocupa os bancos traseiros é mimado com mesas nas costas dos bancos da frente, que incluem um inteligente suporte para copos. Além do mais, os banco são reguláveis longitudinalmente, permitindo aumentar o já de si generoso espaço na mala, que leva 502 litros de bagagens na sua posição mais recuada e pode aumentar até aos 612. 

O ar condicionado é trizona, com regulação separada para os dois ocupantes da frente e para os de trás, o equipamento de segurança bastante completo (com o sistema de transposição involuntária da linhas da faixa de rodagem a efetuar pequenas correções da trajetória ) e uma posição de condução perfeita.

Der neue Volkswagen TiguanDer neue Volkswagen Tiguan

Conforto

O volante tem uma ótima pega, a caixa manual de seis velocidades suave e com relações perfeitamente ajustadas aos 150 cavalos e aos 1568 quilos de peso em vazio. Mesmo com quatro ocupantes a bordo podemos rolar tranquilamente – apreciando o conforto proporcionado pela suspensão, que não se “assusta” com os maus pisos e a boa insonorização – ou, reduzindo uma ou duas relações, sairmos disparados para uma ultrapassagem ou para alguns momentos de diversão. O Tiguan, apesar de alto (1,65 metros), quase não adorna e inspira confiança ao condutor, permitindo ritmos cada vez mais elevados.

A Volkswagen declara uma velocidade máxima de 204 km/h e uma aceleração dos 0-100 km/h em 9,3 segundos. Com a caixa automática DGS o Tiguan atinge menos dois quilómetros de velocidade máxima.

A marca anuncia para este 2.0 TDI um consumo urbano de 5,8 l/100 km (5,7 l/100 com a DGS) e uma média ponderada de 4,7/100 km (4,9 l/100 km na versão com a caixa automática), mas mais vale acrescentarmos (otimisticamente) um litro a estas cifras oficiais. Valores que, mesmo assim, são bem aceitáveis para o muito que este Tiguan oferece.

Os preços começam nos 33.645 euros para a versão Trendline 1.6 TDI SCR BlueMotion, de 115 cavalos, e chegam aos 51.439 euros na Highline 2.0 TDI SCR 4MOTION BlueMotion de 340 cavalos. Há ainda versões a gasolina, 1.4 TSI, de 150 cavalos, que custam  33.869 (caixa manual) e 35.896  (caixa DSG de seis velocidades).