Símbolos da era “flower power”, de liberdade e de contacto com a natureza, as caravanas passaram um pouco de moda. São mais caras que os carros que as puxam, necessitam de muito equipamento moderno e ocupam muito espaço quando estão guardadas. Mas como estamos nesta época de turismo industrializado, começam a dar sinais de regressar. Só que ninguém quer os modelos novos, uma pequena indústria familiar começou a recuperar caravanas vintage, dos anos 50 e 60, para um público que procura o regresso à liberdade e ao contacto com a natureza.

Ir de férias dá trabalho. É preciso encontrar um hotel ou quarto barato passando umas horas no Trivago ou no AirBnB, fazer as malas de modo a não ocupar muito espaço, passar umas horas apertado num carro ou num avião e depois tentar maximizar o tempo a fazer-se nada, no meio da maralha de turistas. Ou talvez não.

O mercado de caravanas vintage está a crescer na América do Norte, onde a dimensão do país e das estradas contribuiu para o sucesso do caravanismo na segunda metade do Século XX. O revivalismo atual está a permitir a novas gerações conhecer o seu país do mesmo modo que os seus pais ou avós, e não é necessário um investimento muito alto.

Dependendo da coletabilidade (alguns modelos são raros ou procurados especificamente por entusiastas com maiores conhecimentos na área), há preços um pouco para todas as bolsas. Restauradas e em bom estado, não faltam opções na casa dos 10 mil ou até abaixo dos 5000 dólares, com dimensões compactas, para um casal que não precise de viajar com família.

As caravanas vintage de tamanho familiar, ou modelos específicos como as saudosas Airstream em alumínio, podem atingir preços equivalentes aos de uma casa, perto dos 50 mil dólares. Na Europa, felizmente, a febre ainda não chegou e é possível encontrar exemplares a metade do preço.

Seja como for, a vantagem é óbvia. Para quem gosta de viajar com frequência, especialmente para quem vai para fora vários fins de semana por ano, a caravana fica paga com rapidez. A arrumação providenciada reduz bastante os custos adicionais com a alimentação. E fica possível conhecer lugares e pessoas diferentes, longe das tradicionais armadilhas para turistas.

 

M. Francis Portela

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