Enraizada na cultura automóvel está a ideia de que os homens conduzem melhor do que as mulheres. A noção, que se tornou disseminada ao longo dos anos, deriva ainda dos tempos em que nas estradas se podiam encontrar, sobretudo condutores do sexo masculino.

Contudo, para provar o arrojo das mulheres ao volante, basta recordar que a primeira grande viagem de automóvel foi feita por uma mulher, Bertha Benz, que em agosto de 1888 ‘pegou’ no Model III do seu marido, Carl Benz, e foi visitar a sua mãe em Pforzheim, com partida de Mannheim, num trajeto de 106 quilómetros. Numa época em que as estradas eram sobretudo concebidas para carruagens, Bertha teve a ousadia de mostrar que uma mulher tinha a mesma competência ao volante que um homem.

Hoje, são quase em igual número as mulheres ao volante comparativamente com os homens, mas existem sinais de algum machismo ao volante que se tornam evidentes no quotidiano, fruto também de um maior stress na vida citadina. Afinal, quem nunca ouviu a piada maldosa de ‘mulher ao volante, perigo constante’? Aqui ficam algumas atitudes menos cordiais de condutores do sexo masculino face às suas congéneres femininas. Reconhece-se nalguma?