Mercedes-AMG de 1000 CV revela “futuro da performance”

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Os elétricos e híbridos Plug-in começam a dominar a indústria automóvel e nenhuma das marcas está imune, nem mesmo as históricas, como a Ferrari e Maserati, ou as mais recentes, como é o caso da Mercedes-AMG, divisão desportiva da Mercedes-Benz.

Para comemorar o 50º aniversário da AMG, será revelado em 2017 o seu novo hiperdesportivo, um modelo que será fortemente inspirado e baseado nas tecnologias que a companhia desenvolve no Mundial de Fórmula 1, onde obteve os últimos três títulos consecutivos de construtores e de pilotos (dois por Lewis Hamilton e um por Nico Rosberg). A sua chegada ao mercado irá acontecer apenas no ano seguinte, em 2018, rivalizando com o modelo da Aston Martin desenvolvido em parceria com a Red Bull.

Mas há mais apostas a caminho, também na diretriz híbrida, conforme nos revelou a diretora de Relações Públicas da Mercedes-AMG, Birgit Zaiser, e o supervisor do projeto de desenvolvimento do mais recente Classe E 63 S 4matic+, Jan Byrla. Ambos apontam para um futuro desafiante, quer pela aura de desportividade que acompanha a marca e que tem de ser mantida, quer pela necessidade de a adaptar a uma nova realidade.

Motor24: Sendo a Mercedes-AMG uma marca assente no lado desportivo, como é que será o futuro da marca e a integração dos elétricos e híbridos na gama?

Birgit Zaiser: Estamos a trabalhar em diversas direções e estamos a tentar adaptar-nos ao futuro e às necessidades daquilo que trará. Aceitaremos as nossas responsabilidades, claro. Hoje em dia os V8 são o mais acertado [para a Mercedes-AMG], eficientes como se pode ver no caso do E 63, o melhor do seu segmento, com média de 8,8 litros de consumo. É um carro muito eficiente. Mas, além disso, vamos trabalhar noutras direções e procurar a melhor solução em termos de eletrificação e hibridação para cada segmento.

M24: O hiperdesportivo chega no próximo ano, que irá representar em termos de imagem e em termos de performance para a marca?

BZ: Diria que o hiperdesportivo será para nós um sinal e um símbolo daquilo que podemos fazer. É por isso que também lhe chamamos hipercarro. Mostra o que é que a empresa pode fazer quando juntamos os nossos esforços, tanto da Mercedes-Benz e da Mercedes-AMG, como em Brixworth [NDR: unidade de produção de motores da F1] e Brackley [sede da equipa de F1]. Temos um trabalho de equipa muito forte e só desta forma será possível produzir aquele modelo. É uma questão de trabalho de equipa, de junção de esforços e um símbolo para a AMG daquilo que entendemos como o futuro da performance.

M24: De volta ao Classe E, quais foram as principais características que guiaram o desenvolvimento deste modelo?

Jan Byrla: O principal objetivo para este carro foi torná-lo num carro fantástico de conduzir e com uma performance fantástica com a combinação de um novo motor, nova caixa de velocidades, redução de peso e melhoria da agilidade. O sistema de tração integral foi também otimizado para passar o binário da frente para a traseira. É uma combinação de vários pontos que tornam este carro muito forte.

M24: Quanto é que a divisão AMG pôde alterar em termos de desenvolvimento para este carro? 

JB: É o primeiro carro em que tivemos um novo conjunto. Claro que se temos um novo sistema, precisamos de saber quanto é que podemos integrar num carro. No caso do Mercedes-AMG E 63 S, para uma berlina, é o melhor AMG de sempre.

M24: Outro tema que está cada vez mais em voga é o da integração de sistemas de ajuda à condução e tecnologias autónomas. Como é que a Mercedes-AMG, sendo uma marca em que o prazer de condução é essencial, está a colocar esses sistemas nos seus modelos? Irão continuar a dar prevalência à vontade de conduzir?

BZ: Da perspetiva do condução, a marca AMG irá oferecer sempre um carro para o condutor. O prazer de condução será sempre tido em conta, mas também temos uma estrela [como logótipo] no nosso carro e temos para os nossos clientes o conforto, qualidade e tecnologias de assistência e de segurança que podemos encontrar na gama de base. Vamos oferecer o melhor dos dois mundos. Performance superlativa e versatilidade diária, mas com grandes capacidades de condução e preservação dos valores fundamentais da Mercedes-Benz. Penso que isso irá permanecer e no futuro terão a vantagem dos dois mundos.

M24: O ano de 2016 foi intenso para a Mercedes-AMG: no total, foram 48 novos modelos…

BZ: …Sim, temos 48 novos modelos até ao final deste ano. Tivemos um crescimento de mais de 40% no ano passado e esperamos alcançar este ano um crescimento da mesma dimensão. No geral, a AMG está no caminho para ser uma marca de automóveis de alta performance.

M24: Quanto ao futuro mais próximo, o que vem a seguir?

BZ: Vamos ter novos modelos na gama GT, possivelmente teremos outro membro na família do Classe E e estamos muito satisfeitos com o E 43, que é muito bem-sucedido e que combina prestações elevadas com conforto e utilização quotidiana. No próximo ano celebramos o nosso 50º aniversário, o qual iremos celebrar com o novo hipercarro, entre outras novidades.

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