Futebol vs automóveis superdesportivos. O que gera mais emoção?

Os comparativos são sempre interessantes e há alguns com especificidades bem curiosas, como é o caso do mais recente feito pela Nissan em parceria com os cientistas da Universidade de Loughborough.
Aproveitando o culminar da época da Liga dos Campeões da UEFA, a Nissan decidiu colocar nos pratos da balança o seguinte teste: avaliar se a emoção de um jogo de futebol é maior do que a de ser passageiro num Nissan GT-R.
Entre as quatro linhas certamente todos nós conhecemos o essencial das regras. Em relação ao Nissan, para eventuais dúvidas, aqui ficam os seus dados principais: motor V6 de 3,8 litros biturbo a debitar 670cv às 6.800rpm.

 
Saiba como tudo funcionou:
1º Passo – Vestuário específico
A marca, em parceria com os especialistas em ciência desportiva da Universidade de Loughborough, disponibilizou aos participantes “vestuário tecnológico para monitorizar e recolher um índice combinado de dados. Estes incluíam ritmo cardíaco, frequência respiratória e atividade eletrodérmica, de modo a examinar o efeito psicológico do entusiasmo nos mesmos e derradeiramente determinar que atividade é mais excitante.”

2º Passo – Comparativo
Do lado das quatro linhas foram escolhidos os jogos considerados decisivos da Liga dos Campeões da UEFA, enquanto que no capítulo automóvel foram analisadas as reações dos passageiros que percorreram a pista do Circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, a bordo do Nissan GT-R pilotado por condutores profissionais.

3º Passo – Resultados

Resposta física
Jogos de Futebol da Liga dos Campeões da UEFA
“Track day”

Nissan GT-R

Aumento médio do ritmo cardíaco
39%
37%

Média do ritmo cardíaco
91 BPM
100 BPM

Ritmo cardíaco máximo médio
124 BPM
136 BPM

Aumento da frequência respiratória média
140%
144%

Frequência respiratória média
15 respirações/minuto
15 respirações/minuto

Frequência respiratória máxima média
35 respirações/minuto
35 respirações/minuto

Obtidos os resultados, aqui ficam as considerações finais de um especialista, no caso, do Dr. Dale Esliger da Universidade de Loughborough: “Dantes conseguíamos avaliar de forma subjetiva quão emocionante era um jogo importante de futebol ou ser passageiro num empolgante superdesportivo, como, por exemplo, o Nissan GT-R. A pesquisa efetuada como parte do Índice de Entusiasmo Nissan permitiu-nos utilizar inovadores sensores de dados para compreender as reações físicas dos participantes a estes excitantes momentos e assim fazer sugestões relativamente sobre quais os elementos que podem ser mais entusiasmantes”.
“As principais diferenças que vimos foram as respostas fisiológicas dos passageiros e a frequência respiratória dos fãs de futebol. Durante os jogos de futebol vimos um aumento da frequência respiratória seguido de uma redução desta, quando os fãs sustêm a respiração em momentos chave de antecipação, demonstrando assim que a emoção da sua jornada ao longo dos 90 minutos é mais uma montanha-russa de emoções. Enquanto a frequência respiratória dos passageiros do GT-R aumenta de forma consistente, sugerindo uma sensação de emoção mais contínua”, concluiu o Dr. Dale Esliger.
Segundo a marca revela, em comunicado: “Ao longo das duas experiências o ritmo cardíaco dos fãs de futebol e dos passageiros do Nissan GT-R foram amplamente comparáveis, com aumentos nos momentos de entusiasmo como seria de esperar; como por exemplo quando um golo era marcado ou ao fazer uma curva apertada.” Quase poderíamos concluir que há ‘empate técnico’, mas uma coisa é certa, ambos os casos fazem fervilhar o sangue nas veias da emoção.