Ensaio Audi A1 Sportback

Há carros pequenos que não se esgotam na definição de “utilitário”. Ao pequeno Audi A1 assenta-lhe melhor a definição de “executivo urbano”. A recente remodelação quase não se nota por fora, o que, num carro tão bem nascido, está longe de ser grave. A principal novidade é este novo turbodiesel de apenas três cilindros e 1,4 litros, a debitar 90 CV e um binário de 230 Nm entre as 1500 e as 2500 rpm. Anda muito bem, principalmente nas baixas rotações, como convém na cidade e gasta apenas 4,5 litros aos cem. Curiosamente, é quando está parado, no ralenti, que o som menos agrada. O stop-start automático, de série, também não é dos mais suaves e hesita nos piores momentos. Mas depois do arranque este carro transfigura-se.

A faixa de utilização do motor acaba por volta das 4000 rpm (o redline nas 4500 rpm é otimista) mas o pequeno TDi dispara com força por volta das 1200 rpm. E quando dizemos que dispara é mesmo como um pequeno foguete. Junte-se-lhe a suspensão desportiva (de série no Sport) e a nova direção eletromecânica de assistência a variar com a velocidade e a confiança também dispara. O excelente banco, o belíssimo volante em couro e a precisão da caixa de cinco são convites constantes ao teste das médias de consumo… máximo, que não passa dos 6,5 l/100 km. Facilmente damos connosco a arrancar com genica nos semáforos ou a fazer a curva em apoio, só porque o carro é excelente. Mas se houver adultos atrás, não convém que a viagem seja longa. Especialmente se se optar pela lotação de cinco, opcional sem custos.

Com este tejadilho contrastante, novos faróis e grelha mais larga, o A1 que ensaiámos tem o pacote de renovação completo e alguns extras que acrescentam 5850€ aos 23 170€ do Sport base. Se compararmos este preço com o de outros deste tamanho, parece caríssimo, mas este é um Audi A1. Nada se lhe compara na qualidade, de construção, de condução, de tudo. É um carrinho de chorar por mais.

VEREDITO

O teste do Audi A1Sportback mostra que o modelo mantém a qualidade Audi em altas concentrações. É tudo bom: os materiais, o conforto de utilização, a dinâmica, o motor, os consumos… Bem vistas as coisas, não pode considerar-se caro.

Texto: António Amorim

Fotografia: José Bispo

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