Sucessor do Ferrari Dino já tem data marcada

Recuperar nomes famosos é uma tentação para qualquer fabricante de automóveis, a forma perfeita de criar algo no imaginário dos fãs que a acompanham há tanto tempo ou de convencer antigos proprietários, sedentos por uma nova reinterpretação do conceito, a gastarem mais uns milhares na compra de um novo automóvel. Mas pode ser algo penoso caso o sucessor não consiga fazer justiça às criações passadas, em particular num modelo com o peso histórico do Dino, em vigor de 1969 a 1975.

Será que o mundo irá voltar a ver outro Ferrari com motor central naturalmente aspirado? A escolha ‘forçada’ por soluções híbridas diz-nos que não, embora a Ferrari continue a ponderar se deve ou não ressuscitar o carro criado por Enzo para homenagear o seu filho. A concretizar esta ideia, o Dino seria a nova porta-de-entrada para o mundo vermelho, a gama de acesso às chaves de Maranello. Mas Sergio Marchionne não parece convencido por esta ideia de menosprezar, de certa forma, a exclusividade e élan detidos atualmente pela marca.

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“Precisamos de explorar formar de atrair os clientes para os valores tradicionais da marca, como o estilo, o desempenho e o som antes de baixarmos o preço de entrada na Ferrari“, referiu o CEO do Grupo Fiat-Chrysler ao Automotive News Europe. Um volte-face na visão que Marchionne tem para a insígnia, depois de em 2015 ter dito que a introdução de um novo Dino não era “uma questão de se, antes de quando”.

Fonte da Ferrari afirma que o Dino poderia começar a ser vendido nos EUA por cerca de 176 mil dólares, o que significa uma redução 20 mil dólares sobre o preço de um Ferrari California, o modelo mais barato presentemente à venda nas concessões da Ferrari.

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A decisão final sobre o possível renascimento do modelo está marcada para o início de 2018, adiantou Sergio Marchionne, momento em que a Ferrari irá revelar aos acionistas o seu plano estratégico para os próximos cinco anos de vida da marca.