A coreana Ssangyong bate todos os recordes de segurança… pela negativa. E há marcas de renome que também entram na lista.

O European New Car Assessment Program, mais conhecido por EuroNCAP, é o organismo independente encarregue de verificar a segurança de todos os novos modelos de automóveis lançados no mercado europeu.

Quase sempre, a notícia diz respeito a mais alguns galardoados com as cinco estrelas (pontuação máxima) do costume.

Agora, lembrámo-nos de fazer uma visita às profundezas da classificação, para perceber, afinal, quais são aqueles carros que, em 2016, ficaram longe de acompanhar os melhores no que diz respeito à nossa proteção em caso de acidente.

Três estrelas foi tudo o que os modelos seguintes obtiveram.

No topo deste ranking invertido surgem dois modelos da coreana Ssangyong: o mini SUV Tivoli e o crossover XLV. Em ambos os casos a versão base, ou seja, sem equipamentos de segurança opcionais, obteve apenas três das cinco estrelas possíveis. E também em ambos os casos foi no capítulo dos sistemas eletrónicos de assistência que obtiveram as piores notas.

Já no famoso teste de proteção dos ocupantes, aferido essencialmente através dos testes de colisão, ambos os modelos obtiveram uma pontuação de 74 por cento, o que é manifestamente pouco para o que hoje em dia se considera aceitável.

Pouco melhor que os dois coreanos conseguiu o novo Fiat Tipo, o terceiro modelo menos seguro de todos os lançados em 2016, segundo aquele organismo independente.

Embora tenha conseguido uns mais aceitáveis 82 por cento na proteção dos ocupantes em caso de impacto, o carro italiano ficou-se pelos 60 por cento (o valor mais fraco do ano) no capítulo da proteção de crianças a bordo. Igualmente fraca (25 por cento) é a pontuação que aborda os equipamentos de assistência disponíveis da versão base de gama.

Também a japonesa Suzuki ficou mal na fotografia da segurança, com dois modelos no ranking dos piores: tanto o novo Suzuki Baleno como o Ignis conseguiram mesmo ter pior nota que o Tipo na proteção dos ocupantes (80 e 79 por cento, respetivamente), embora suplantem o Fiat tanto na proteção de crianças como na proteção de peões. Quanto aos equipamentos de assistência à condução dos modelos de série, a nota é igualmente medíocre: 25 por cento.

A lista dos modelos classificados apenas com três estrelas em 2016 culmina na pick-up Toyota Hilux, que consegue assim pior resultado que as concorrentes Nissan Navara e Mitsubishi L200 em 2015, ambas com quatro estrelas.

António Amorim/Turbo