Muitos entusiastas dos automóveis debatem frequentemente sobre a classificação dos seus modelos preferidos como obras de arte. No entanto, um dos mais valorizados clássicos do mundo já pode assumir o estatuto de obra de arte de forma legítima.
Cobiçado por muitos dos mais abastados colecionadores de automóveis do mundo e, sobretudo, pelos de modelos da Ferrari, o 250 GTO tem vindo a valorizar-se no mercado dos clássicos, havendo neste momento duas unidades no topo da lista dos modelos que mais renderam em leilão. Na posição cimeira está um 250 GTO de 1962 com o número de chassis 3413GT, que se vendeu em leilão da RM Sotheby’s por 48.405.000 de dólares.
Agora, a marca de Maranello pode justificar para o seu 250 GTO o estatuto de obra de arte, depois de um tribunal comercial de Bolonha ter considerado que todo o modelo é uma obra de arte completamente original, estando assim protegida de imitações ou reproduções, sempre a favor da Ferrari.
Esta sentença foi proferida num caso em que a Ferrari colocou em tribunal uma empresa de Modena que pretendia conceber uma interpretação moderna do 250 GTO, algo que a marca fundada por Enzo Ferrari não viu com ‘bons olhos’. Procurando defender os seus interesses, a marca de Maranello não hesitou em partir para os tribunais, argumentando que o seu clássico tinha direitos protegidos e que deveria ser classificado como uma obra de arte, o que lhe foi concedido pelo dito tribunal.
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