HiReach. O projeto que apoia startups com novas soluções de mobilidade inclusiva

O projeto HiReach/EU H2020 que encontrar alternativas digitais de mobilidade inclusiva e vai apoiar 25 startups.

A mobilidade é um dos fatores que determinam a exclusão social de algumas populações, como a idosa, pessoas de baixos rendimentos, com necessidades especiais (que se deslocam em cadeira de rodas, por exemplo) ou crianças.

O objetivo do projeto europeu que esteve em debate no painel “Roteiro para a Mobilidade Inclusiva – Projeto HiReach/EU H2020” é o de encontrar novas empresas que criem soluções para este segmentos de população.

O call for startups a nível europeu em arranca em novembro e o projeto irá selecionar 25 novas empresas para apoiar, adiantou André Marquet, CEO da Productized, uma das empresas mentoras da iniciativa.

“É um projeto muito importante porque se dedica a segmentos de população que normalmente não são abordados”, frisou Rosário Macário, Administradora Não Executiva da TIS, outra das empresas que colaboram no projeto.

“São populações em risco de exclusão – grupos que não têm autonomia e que não têm possibilidade de tirar partido de novas soluções de mobilidade – como os idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou crianças”, ilustrou.

O HiReach é um acelerador de startups para mobilidade inclusiva”, cuja missão é fazer nascer empresas com ideias novas dedicadas a este público específico, explicou André Marquet.

“O acesso à mobilidade é um fator muito importante para se sair da pobreza”, o que segundo Marquet valida a importância do projeto, por um lado. E por outro, já existem as condições necessárias para que possam ser criadas novas soluções digitais nesta área. “Atualmente quase toda a gente tem um smartphone, o 5G está aí e vem aí a mobilidade como um serviço.”

O papel da Productized é ajudar “empreendedores com vontade de resolver estes problemas específicos, que criem startups”, que o projeto irá ajudar a lançar através de ajuda financeira, mas também ao desenvolvimento e concretização das propostas.

Torres Vedras e Guarda são as “cidades challengers”

As duas cidades portuguesas foram escolhidas como “cidades challengers”, porque são cidades de baixa densidade – semelhantes a muitas outras pela Europa – e “que exigem soluções colaborativas que envolvem modelos de negócios diferentes”, afirmou Rosário Mácario da TIS e também coordenadora do Mestrado em Planeamento e Operação de Sistemas de Transportes do IST.

No terreno e no âmbito do projeto já arrancaram os focus group com os cidadãos de ambas as cidades “para percebermos quais as propostas que têm mais adesão e mais rejeição”, disse Rosário Macário destacando o “envolvimento dos cidadãos”.

No âmbito do projeto, a TIS (Consultores em Transportes Inovação e Sistemas) “é responsável por liderar as concepção de soluções de inovação” que surjam porque “é muito importante que estas startups passem a scaleups”.

Outra razão para escolher as duas cidades portuguesas foi a de testar formas de “viabilizar os modelos de negócio”, uma das tarefas do projeto que estará essencialmente a cargo da equipa de André Marquet.

O CEO da Productized admite o desafio que terá pela frente. “A mobilidade digital é um produto extremamente difícil de gerir – isso é reconhecido por todos”, assumiu Marquet.

“E não falo apenas do desafio técnico. Existem muitas coisas não estão no calendário de prioridades dos gestores de produtos, por exemplo, tornar um botão de uma aplicação maior ou com mais contraste para quem não vê bem”, descreveu.

Quem financiará novas soluções de mobilidade dirigidas a segmentos tão específicos e reduzidos?

“O HiReach é agnóstico em relação aos modelos de negócio” que venham a surgir, que para André Marquet, tanto “podem ser apenas privados ou parcerias – o nosso foco está nas soluções que essas startups possam trazer.”

“É fácil convencer os decisores políticos sempre que os produtos têm valor, porque acabam por ser os utilizadores a decidir”, reforçou o gestor.

Rosário Macário defende que este tipo de soluções de mobilidade devem ser apresentados aos decisores políticos para que possam tomar a decisão de os financiar ou não.

“Temos que garantir que os projetos vão ter influência nos círculos eleitorais em causa”, considera a Administradora Não Executiva da TIS avançando que há “um grupo de excluídos da mobilidade que vai ganhar muita importância nos próximos anos, que são os idosos, e potenciais beneficiários deste tipo de soluções”.

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