A Stellantis e o fabricante chinês de baterias CATL anunciaram hoje que vão investir 4,1 mil milhões de euros numa fábrica de baterias para veículos elétricos em Espanha.
O anúncio do projeto foi hoje feito. A fábrica deverá estar a operar no final de 2026 e será localizada em Saragoça, no norte de Espanha.
O empreendimento trará “a produção inovadora de baterias a um local de fabrico que já é líder em energia limpa e renovável”, disse o presidente da Stellantis, John Elkann, que agradeceu às autoridades espanholas o apoio à fábrica.
A Stellantis e a CATL criaram uma joint venture de 50-50 para desenvolverem o projeto. O anúncio da criação da fábrica em Saragoça foi feito um dia depois do encontro em Madrid entre o diretor executivo da CATL, Robin Zeng, e o chefe do governo espanhol, Pedro Sanchez.
Concebida para ser totalmente neutra em termos de carbono, a fábrica de baterias será implementada em várias fases e planos de investimento, de acordo com o comunicado.
Com início de produção previsto para o final de 2026 nas instalações da Stellantis em Saragoça, Espanha, a fábrica poderá atingir uma capacidade de 50 GWh, dependendo da evolução do mercado elétrico na Europa e do apoio tanto das autoridades espanholas como da União Europeia.
O grupo automóvel afirma que, com a fábrica a operar, reforçará a oferta de baterias LFP (lítio-fosfato de ferro) da Stellantis na Europa, “permitindo que o fabricante de automóveis ofereça automóveis de passageiros, crossovers e SUV elétricos a bateria de alta qualidade, duráveis e acessíveis nos segmentos B e C com gamas intermédias”.
A CATL é o maior fabricante mundial de baterias e já tem duas fábricas operacionais na Europa, localizadas na Hungria e na Alemanha. Além desta parceria com a empresa chinesa, a Stellantis é ainda a maior investidora na joint-venture de fabrico de baterias ACC, juntamente com a Mercedes e a empresa petrolífera francesa ToatalEnergies.
A ACC iniciou a produção numa gigafábrica em França, enquanto o desenvolvimento de duas outras gigafábricas, em Itália e na Alemanha, foi interrompido devido à baixa procura de veículos elétricos no continente.
Além do mais, o grupo automóvel anunciou ontem a parceria com a empresa Zeta Energy para o desenvolvimento de baterias de lítio-enxofre para veículos elétricos.
Já testadas com sucesso, as baterias de lítio-enxofre da Zeta Energy utilizam materiais de resíduos, metano e enxofre não refinado, um subproduto de várias indústrias, não requerendo cobalto, grafite, manganês ou níquel.
A Stellantis quer equipar os seus automóveis com esta nova tecnologia. As baterias de lítio-enxofre significarão, potencialmente, um pack de baterias significativamente mais leve, com a mesma energia utilizável que as baterias de iões de lítio atuais, permitindo uma maior autonomia, melhor comportamento dinâmico e melhor rendimento.
A tecnologia tem potencial diminuir o tempo de carregamento rápido até 50%. A Stellantis estima que as baterias de lítio-enxofre custem menos de metade do preço por kWh do que as atuais baterias de iões de lítio.
Administrador salienta que este corte nos postos de trabalho será necessário para “reduzir os custos…
Mercado da América do Norte crescesse 38%, enquanto a região considerada a Europa alargada aumentou…
Transporte familiar simples faz parte do ADN da Fiat, integrada no grupo Stellantis. O 127.º…
As áreas em expansão dentro do ecossistema elétrico são, a par da eletrificação, as tecnologias…
Para uma marca com 18 modelos lançados no mercado nacional, o Seltos a gasolina complementa…
Por regiões, regista-se um aumento de vendas global da Mercedes Cars na Europa, na ordem…