A Via Verde começou a operar nos Países Baixos este fim de semana com a cobrança de portagens no túnel de Blankenburg, em Roterdão. Já tem 60.000 veículos registados.
A empresa portuguesa implementou o sistema e começou no sábado a implementar e a gerir o sistema de cobrança de portagens eletrónicas na A24, em Roterdão.
O túnel de Blankenburg serve a área metropolitana de Roterdão, sendo um importante ponto de acesso ao porto da cidade, um dos maiores do mundo.
O túnel de Blankenburg liga duas das principais autoestradas dos Países Baixos, a A15 e a A20, e serve o porto de Roterdão, um dos maiores e mais movimentados portos do mundo. No começo da operação, a Via Verde tem já cerca de 60.000 veículos registados.
O contrato incluiu dois anos de implementação do sistema de portagens e cinco anos de operação, que podem ser prolongados por mais dois períodos de dois anos casa.
Esta é a terceira portagem a ser introduzida no país. A empresa afirma em comunicado que os Países Baixos estão “gradualmente a adotar o princípio do utilizador-pagador nas principais infraestruturas do país, por razões de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade financeira na gestão das finanças públicas”.
Recentemente, a Brisa anunciou que o consórcio Triangle, em que participa, foi selecionado pela autoridade neerlandesa dos transportes (RDW) para implementar um novo sistema de cobrança elétrica para pesados.
O projeto vai arrancar em 2026 e prevê o funcionamento através de geolocalização.
Os Países Baixos pretendem cobrar portagens à circulação dos veículos pesados nas suas estradas. Com uma tecnologia desenvolvida em Portugal, será cobrada uma portagem aos camiões em função dos quilómetros percorridos.
Todos os veículos pesados que circulem nas estradas dos Países Baixos terão de se inscrever num portal e receberão um identificador. A portagem será então calculada de acordo com o número de quilómetros percorridos.
A Via Verde vai criar uma equipa de 50 pessoas para desenvolver e operar este novo sistema de portagens, que funcionará nos Países Baixos e será fundamentalmente composta por neerlandeses, mas em que participarão também portugueses.
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