Texto: Vítor Norinha
Um nível de luxo superlativo de um grande fabricante chinês, o Omoda 7 SHS-7. Perguntamos o que diferencia este novo modelo de outros modelos? Se falamos de grandes fabricantes chineses a grande diferença está na linguagem, porque o luxo está em todos. Se falamos do contraste com carros europeus, a diferença está no preço, e que neste caso está nos 44.900 euros, com IVA incluído.
De diferente o Omoda 7 SHS-P terá, possivelmente, a linguagem do design, a digitalização em tudo o que se possa imaginar e o facto de ter um motor a combustão e outro elétrico, o que permite uma autonomia superior a 1200 km, de acordo com informação oficial. Outra particularidade: o veículo é proposto na versão Premium e é a única que existe, o que torna a escolha mais fácil, pois não há nada para optar.
Este novo SUV híbrido Plug-in está posicionado entre a versão Omoda 5 e o Omoda 9 SHS-P, sendo que esta oferta visa responder às necessidades para quem faz viagens curtas em circuitos urbanos, como viagens longas. Impressiona pelo comprimento, 4,66 metros, com uma silhueta imponente, ar robusto, talvez até agressivo, mas muito ao estilo de um design oriental e que o construtor chama de “Art in motion”. Temos uma grelha paramétrica, sem moldura, puxadores semi-embutidos e uma silhueta fastback.
No interior temos um painel de instrumentos de 8,88 polegadas, e que não é o maior do segmento, mas que tem a particularidade de ser deslizante, pode estar junto do condutor, ou do acompanhante. Esta solução não é nova nos carros eletrificados,
mas é sempre interessante para mostrar aos amigos a diferença para um carro convencional, ou de segmento inferior. De qualquer forma a resolução do ecrã de 2,5 K não é comum nos veículos de grande volume de vendas, e a marca diz mesmo que é o primeiro automóvel a chegar ao país com esta tecnologia. Parte das funções interiores podem ser controladas por voz, e o que tem de diferente é o facto de as ordens poderem ser dadas em quatro zonas. A resposta rápida no interior do veículo é possível com o processador Qualcomn Snapdragon 8155, com 12 GB de memória e 128 GB de armazenamento. No conforto interior realçamos o isolamento acústico, que testámos no pequeno circuito que foi feito, a par de uma bagageira que chega aos 1294 litros, quando rebatida.
Por último, não podemos esquecer o sistema de som Sony. Imbatível.
Motorização
Em termos de motorização o que temos é uma tecnologia híbrida Plug-in SHS, com um motor 1.5 TGDI DHE de 5ª geração, com uma transmissão híbrida dedicada DHT e bateria de 18,4 kWh, o que permite um total de 279 cv de potência equivalente, e 365 Nm de binário máximo. A velocidade está limitada aos 180 km/h e do zero aos 100 km/h o arranque não é famoso mas, ainda assim, é feito em 8,4 segundos.
Dados oficiais indicam que a autonomia puramente elétrica chega aos 90 km e autonomia total é superior a 1200 km, sendo que o consumo nos primeiros 100 km e com a bateria carregada, fica pelos 2,3 litros em ciclo combinado com o protocolo WLTP.
O carregamento da bateria é feito em corrente alternada até 6,6 kW (quadro trifásico em casa), ou até 40 kW em corrente contínua, permitindo atingir dos 30% aos 80% de carga em 20 minutos. Este veículo é oferecido com tecnologia V2L, o que permite fornecer energia a equipamentos exteriores ao veículo, caso de fogão, tv, lanterna, coluna de som, etc. A segurança é
uma palavra forte no Omoda 7 pois tem 19 ADAS, ou sistemas avançados de assistência à condução, e na sua construção, cerca de 72% do corpo é feito com aço de alta resistência. Nos sistemas de assistência destaca-se o cruise control adaptativo e a travagem autónoma de emergência. As garantias são as convencionais, com sete ano ou 150 mil km para a parte mecânica, e oito anos ou 160 mil km para a bateria.
Mas, para além de olharmos para o carro falemos do grupo Omoda | Jaecoo, representado em Portugal pelo grupo JAP, e que entre nós não tem mais de seis meses de presença, com vendas mundiais de mais de 1 milhão de carros e com forte dinâmica em Espanha. Referiu Nuno Serra, diretor da Omoda, durante a apresentação dinâmica aos jornalistas, que Portugal “é considerado um mercado estratégico, pelo crescimento que continuam a ter os modelos plug in hybrid. O grupo construtor trabalha com a marca Omoda que se apoia na sustentabilidade e na tecnologia, e com a marca Jaecoo cujos drives são o lifestyle e o pet friendly, A Omoda vendeu nos primeiros cinco meses do ano, 1626 unidades em Portugal, o que deu uma quota e 2,27% e estão no top 10 dos segmentos onde se apresenta. Tem as vendas direcionadas, sobretudo, para as frotas, e 74,3% das vendas confirmam-no, mas o índice de confiança dos particulares revela que este é um segmento a não perder.
Ficha técnica
Modelo: Omoda 7 SHS-P
Arquitetura e cilindrada: 4 cilindros em linhas e 1499 cm3
Potência máxima: 105 kW
Combustível: gasolina
Potência combinada: 205 kW
Transmissão: automática DHT
Tração: dianteira
Bateria e tempo de carregamento: LFP, 3,3 horas
Aceleração dos 0 – 100 km/h: 8,4 segundos
Consumo de energia: 21,5 kWh
Autonomia elétrica: 90 km
Autonomia combinada: 1200 km
Suspensão traseira: multilink
Assistências à condução: Adaptação automática de velocidade em curva; alerta de colisão dianteiro, alerta de colisão traseira; alerta de trânsito cruzado com travagem automática; deteção de veículo em ângulos cegos; travagem de emergência automática.
Infotainment: sistema de som Sony com oito altifalantes
PVP (lançamento): 44.900 euros/IVA incluído.
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