A fabricante de pneus Continental registou um lucro de 823 milhões de euros até setembro, o que compara com um prejuízo de 182 milhões de euros um ano antes, e reviu as previsões em alta.
A Continental informou esta quarta-feira que a faturação caiu 11,4% entre janeiro e setembro, totalizando 10.137 milhões de euros, após a cisão de alguns negócios, como a divisão de componentes automóveis.
O lucro operacional (EBIT) da Continental, antes de itens extraordinários e considerando também a venda acordada da unidade de tecnologia de plásticos, a ContiTech, subiu para 1.441 milhões de euros no mesmo período, um aumento de 17,8% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo bom desempenho na Europa.
A Continental voltou a registar resultados muito positivos na Ásia, contudo, nas Américas do Norte e do Sul, os lucros foram afetados negativamente pela fraqueza dos mercados de reposição.
O resultado foi impulsionado pelo aumento nas vendas de pneus de ultra-alto desempenho (pneus UHP, de 18 polegadas ou mais), por efeitos cambiais favoráveis, por um menor impacto de tarifas e pela adoção de medidas comerciais eficazes em resposta ao encarecimento das matérias-primas.
Desta forma, a margem de rentabilidade operacional sobre as vendas (antes de rubricas extraordinárias) subiu para 14,2% (face a 11,9% um ano antes).
O CEO da Continental, Christian Kötz, disse que registaram "outro trimestre muito positivo no negócio de pneus" e elevaram as previsões em consonância com os resultados, pelo que encaram a reta final do ano "numa posição sólida".
Contudo, o diretor financeiro, Roland Welzbacher, afirmou que o aumento dos preços das matérias-primas afeta cada vez mais os resultados e "terá um impacto ainda maior no quarto trimestre".