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Volvo pensa em cintos de segurança para mulheres. Tudo começa no EX60

Pessoas diferentes necessitam de sistemas de retenção personalizados.

Vítor Norinha

As mulheres apresentam um risco superior aos dos homens em eventuais lesões em acidentes rodoviários, mesmo em acidentes de gravidade idênticos. A Volvo, pioneira nos contos de segurança, acredita ter resolvido o assunto e o teste começa no EX60.

O desenvolvimento dos cintos de segurança teve em consideração um ocupante masculino de estatura média e a Volvo Cars estuda acidentes de pessoas de diferentes géneros, idades e constituições físicas desde os anos 70. Com base nesta informação, criou a E.V.A Initiative em 2019, disponibilizando a informação para que todas as marcas pudessem desenvolver veículos mais seguros, e foi com essa visão que a Volvo vai introduzir no EX60 o cinto de segurança multiadaptativo, de forma a oferecer uma proteção mais personalizada a cada ocupante.

Como funciona? Os sensores do automóvel analisam, em tempo real, a altura, o peso, a postura do ocupante e severidade do impacto, ajustando a carga aplicada pelo cinto. O objetivo é reduzir o risco de lesões. E, à medida que a Volvo reconhece novos modelos irá analisar e aperfeiçoar a ação do cinto de segurança, com atualizações over-the-air.

A experiência começa no Volvo EX60, mas vai ser alargado aos modelos construídos na plataforma SPA3. A Volvo, recordo, é a pioneira no cinto de segurança de três pontos e abriu a patente à restante indústria.

Por outro lado, a marca anunciou que tem vindo a recorrer à Inteligência Artificial e a mundos virtuais para antecipar situações de risco antes de estas acontecerem nas estradas. A tecnologia dá pelo nome de Gaussian Splatting e permite à marca sueca recriar digitalmente cenários reais de circulação com grande detalhe e gerar milhares de variações.

A marca tem, desde 1970, aproveitado acidentes reais para compreender como proteger melhor as pessoas e, aliás, os automóveis recentes recolhem informação para se perceber o que acontece antes, durante e depois do acidente.

Este estudo da Volvo Cars envolve ainda a Zenseact e a NVIDIA.

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