M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador
As condições ideias para circular numa estrada são tempo seco, asfalto regular e pneus novos com um bom nível de banda de profundidade. Nem sempre estas condições são ideais, pelo que, muitas vezes, é preciso conduzir com chuva, gelo ou neve, obstáculos que reduzem a aderência ao asfalto, mesmo com pneus novos. Mas há algo ainda mais perigoso para a condução, que pessoas ignoram na estrada: as folhas caídas das árvores.
M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador

Quando chega o outono e o inverno, as condições meteorológicas pioram, como é natural, e os condutores adotam um ritmo mais cauteloso quando o tempo está frio ou chuvoso. Algo que também é natural com o frio é a queda das folhas das árvores, e como muitas são plantadas para ladear as vias de transporte, estas folhas caem sobre o asfalto, dando origem à conhecida imagem de um manto de folhas na estrada, algo tão bonita como perigoso.

Qual é, afinal, o grande problema com as folhas das árvores? Parecem inocentes, mas quando um pneu passa por cima de um manto delas, corre o risco de perder completamente a aderência, dando origem a um acidente. Com chuva, os pneus já têm deformações naturais que canalizam a água para longe da superfície, permitindo manter o contacto com o asfalto, e com neve, pneus com pregos ou correntes permitem-lhe conduzir neste terreno. As folhas não são desviadas para lado nenhum e cortam completamente o contacto da borracha com o asfalto.

Ao volante, deve ter os mesmos cuidados como se a estrada estivesse molhada. Se sentir o carro a perder o controlo quando passa por cima de folhas na estrada, evite carregar com força nos pedais ou fazer manobras bruscas com o volante. Regra geral, o manto vegetal não cobre o asfalto de maneira uniforme e poderá recuperar o controlo quando o pneu entrar em contacto com o asfalto novamente. Procure também evitar conduzir também muito perto das bermas e mantenha o carro mais próximo do traço que divide as faixas, pois as folhas têm tendência a acumular-se na valeta, como a água da chuva.