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Situações em que o start-stop poupa mais combustível

O start-stop é uma tecnologia útil para a contenção dos consumos e das emissões, tendo a evolução tecnológica ao longo dos últimos anos conseguido suavizar e otimizar o seu funcionamento.
Nalguns modelos atuais, o motor térmico já consegue ser desligado a velocidades tão baixas quanto os 20 km/h (mais comum em sistemas micro-híbridos ou com sistemas elétricos de 48V como o do novo Audi A8), mantendo algumas funcionalidades sob controlo do condutor, como a direção, permitindo assim ‘rolar’ sem gastos quando se está em engarrafamentos com ligeiro declive.
Um motor de arranque reforçado e uma bateria de maior capacidade, bem como um reforço da vertente elétrica e do próprio motor a nível de fricção interna, tornam o start-stop bem mais eficaz e resistente ao desgaste precoce de múltiplos ciclos de arranque. Além disso, a evolução dos sistemas e da gestão eletrónica faz com que funcionalidades como o ar condicionado se mantenham ativas mesmo com o motor ‘calado’.
Além disso, a forma como o motor de combustão é reativado tornou-se mais suave, sendo menos intrusiva para os passageiros, o que também ajudou à sua disseminação por parte dos construtores automóveis e à sua aceitação pelos consumidores/condutores. Com efeito, hoje é bastante raro encontrar um carro que não tenha esta tecnologia de poupança incorporada.
A questão da poupança de combustível é pertinente, já que essa difere mediante o percurso e o estilo de condução de cada um. Ou seja, o start-stop está essencialmente pensado para situações em que o carro está imóvel por períodos mais extensos, sendo aí que melhor é aproveitada a sua capacidade na contenção dos consumos e das emissões poluentes para a atmosfera.
Ou seja, os momentos de para-arranca contínuos em que o veículo está parado por meros dois ou três segundos são pouco produtivos do ponto de vista da poupança do combustível, uma vez que à desativação do motor se segue um quase sucessivo arranque para andar novamente. Exceto no caso em que o sistema já permite alguma movimentação em descidas sem que o bloco térmico seja reativado, como no já referido caso dos sistemas elétricos de 48 V, mais evoluídos.
Assim, a poupança permitida pelos sistemas start-stop é amplificada em situações de espera mais prolongada, como num semáforo em que já se sabe que o mesmo estará vermelho por algum tempo do que no engarrafamento no centro da cidade em que há movimento constante e contínuo. Também permitirá uma poupança nestes casos, mas será diminuta. Assim, se vir o semáforo ficar 'vermelho' ao longe, conduza suavemente até se imobilizar e deixe o start-stop fazer o seu trabalho nos 20 ou 25 segundos seguintes.
Alguns modelos do Grupo PSA, por exemplo, o novo Peugeot 308, dispõem de um cronómetro para contabilizar quanto tempo é que o veículo está parado com o motor desativado num semáforo, por exemplo, permitindo obter, de forma mais realista, uma noção do tempo em que o motor está desligado com a consequente poupança no combustível e corte nas emissões poluentes.

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Já aqui abordámos a temática da fiabilidade associada aos sistemas start-stop noutro artigo. Mas, sabe que há situações em que o sistema que desliga o motor nas paragens em cidade pode ser mais útil do que noutras?

Desenvolvido com o objetivo de reduzir as emissões e os consumos, sobretudo em percursos urbanos, o sistema start-stop é uma tecnologia que, de forma muito simplificada, desliga o motor do carro de cada vez que se coloca o veículo em ponto morto (no caso de ter caixa manual) ou o pé no travão (no caso dos automáticos) quando se circula a muito baixa velocidade ou quando se está completamente imobilizado no trânsito. Assim que se pressiona o pedal de embraiagem nos carros com caixa manual ou se deixa de pisar o travão nos automáticos (embora a Opel tenha um método idêntico em carros com caixa manual) o motor ‘desperta’, pronto para seguir caminho.

Embora muito se questione ainda a sua repercussão em termos de fiabilidade nos demais órgãos mecânicos, sobretudo ao nível do alternador e do motor de arranque, é uma assunção praticamente aceite que o sistema start-stop traduz reais benefícios nos consumos e nas emissões, até porque a sua mais-valia foi salientada durante muito tempo pelo teste de laboratório para determinação dos consumos, o NEDC (apesar de estar longe de ser um ‘espelho’ da realidade de condução).

Contudo, nem sempre esta tecnologia equivale a uma poupança máxima. Percorra a galeria para perceber quando é que o sistema Start-Stop se traduz numa real poupança e quando é que os ganhos são mínimos.