Com a inclusão do Rali Alto Tâmega, que este ano teve o estatuto de prova-candidata, o calendário do CPR passa a ter, de novo, 10 provas, apurou o MOTOR 24.
O figurino do campeonato que é muito justamente considerado a joia da coroa do automobilismo nacional terá por base em duas fases – terra e asfalto — com cinco ralis cada.
A abrir a época, provavelmente dias 29 de fevereiro e 1 de março, o Serras de Fafe volta a ser pontuável para o Iberian Rally Trophy e poderá vir a incluir duas classificativas, que em tempos integraram o Rali de Portugal.
O Rali dos Açores, prova do ERC, é a etapa seguinte do CPR, surgindo Mortágua antes do Rali de Portugal,
A encerrar a fase de terra, realiza-se, provavelmente no mês de junho, o rali do C. A. Amarante, que nos dois últimos anos foi disputado em piso de asfalto.A passagem para terra, um anseio do clube organizador e dos municípios que apoiam a realização do rali – Amarante, Baião, Marco de Canaveses — que encontrou sempre a melhor recetividade por parte do presidente da FPAK, deverá marcar o regresso a palcos excelentes e a classificativas emblemáticas das serras da Aboboreira e Marão.
O Rali Vinho da Madeira, no primeiro fim de semana de agosto, marcará o início da segunda metade do CPR e da fase de asfalto.
O regresso a solo continental acontece em Castelo Branco, seguindo-se os ralis Vidreiro/Centro de Portugal e Alto Tâmega, numa região que está de regresso às provas de 1.º plano, após largos anos de ausência.
A terminar, como é habitual, o Rali do Algarve.
Deste modo, os clubes organizadores vão ter de se esforçar para garantir o maior lote de concorrentes nos respetivos ralis.
Equipas oficiais do WRC de olho no Campeonato
Uma novidade será a atribuição de 1 ponto-bónus ao piloto mais rápido na qualificação. Um aliciante para os concorrentes e para o público na perspetiva da FPAK, empenhada e, manter o elevado nível do CPR.
Nesta linha, as equipas oficias do WRC terão já manifestado interesse em participar em alguns ralis do Campeonato de Portugal, no sentido de prepararem algumas provas do Mundial, uma vez que hoje em dia há fortes restrições à realização de testes.
No plano doméstico, vai ser criado um campeonato Junior, com 6 provas, incluindo Regionais e CPR, para pilotos até aos 27 anos e sem inscrição obrigatória.
A criação de uma Taça que consagre o campeão dos campeões dos Regionais é outra novidade.
São elegíveis para participar nessa final, os cinco primeiros classificados de cada uma das categorias (4×4 e 2 Rodas Motrizes de cada campeonato regional (Norte, Centro e Sul).