CPR 2020: Alto Tâmega no calendário e prova do C.A. Amarante em terra

04/11/2019

A subida do Rali Alto Tâmega, organizado pelo CAMI, ao mais alto patamar nacional, e a inclusão na fase de terra da prova do Clube Automóvel de Amarante, este ano designada Terras de Aboboreira, são algumas das novidades do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) de 2020, e que passam ainda pela bonificação da qualificação, uma final nacional para os melhores dos Regionais e um campeonato júnior, com idade limite de 27 anos.

Com a inclusão do Rali Alto Tâmega, que este ano teve o estatuto de prova-candidata, o calendário do CPR passa a ter, de novo, 10 provas, apurou o MOTOR 24.

O figurino do campeonato que é muito justamente considerado a joia da coroa do automobilismo nacional terá por base em duas fases – terra e asfalto — com cinco ralis cada.

A abrir a época, provavelmente dias 29 de fevereiro e 1 de março, o Serras de Fafe volta a ser pontuável para o Iberian Rally Trophy e poderá vir a incluir duas classificativas, que em tempos integraram o Rali de Portugal.

O Rali dos Açores, prova do ERC, é a etapa seguinte do CPR, surgindo Mortágua antes do Rali de Portugal,

A encerrar a fase de terra, realiza-se, provavelmente no mês de junho, o rali do C. A. Amarante, que nos dois últimos anos foi disputado em piso de asfalto.

A passagem para terra, um anseio do clube organizador e dos municípios que apoiam a realização do rali – Amarante, Baião, Marco de Canaveses — que encontrou sempre a melhor recetividade por parte do presidente da FPAK, deverá marcar o regresso a palcos excelentes e a classificativas emblemáticas das serras da Aboboreira e Marão.

O Rali Vinho da Madeira, no primeiro fim de semana de agosto, marcará o início da segunda metade do CPR e da fase de asfalto.

O Rali Vinho da Madeira (na foto o VW Polo GTI R5 de Pedro Meireles/Mário Castro em ação, este ano, na 60.ª ediçã) volta a abrir a fase de asfalto do CPR

O regresso a solo continental acontece em Castelo Branco, seguindo-se os ralis Vidreiro/Centro de Portugal e Alto Tâmega, numa região que está de regresso às provas de 1.º plano, após largos anos de ausência.

A terminar, como é habitual, o Rali do Algarve.

Apesar deste aumento do número de provas – de nove para 10 – e atendendo á questão dos custos, os pilotos vão continuar nomear oito ralis, contando os sete melhores resultados.

Deste modo, os clubes organizadores vão ter de se esforçar para garantir o maior lote de concorrentes nos respetivos ralis.

Equipas oficiais do WRC de olho no Campeonato

Uma novidade será a atribuição de 1 ponto-bónus ao piloto mais rápido na qualificação. Um aliciante para os concorrentes e para o público na perspetiva da FPAK, empenhada e, manter o elevado nível do CPR.

Nesta linha, as equipas oficias do WRC terão já manifestado interesse em participar em alguns ralis do Campeonato de Portugal, no sentido de prepararem algumas provas do Mundial, uma vez que hoje em dia há fortes restrições à realização de testes.

A participação de tais equipas não terá interferência em termos de classificação nos ralis nacionais: apesar de pretenderem não correr com qualquer número zero, os carros alinharão em prova, mas sem que lhes seja averbado, em termos de classificação nas especiais, qualquer tempo. Essa informação fica restrita à própria equipa.

No plano doméstico, vai ser criado um campeonato Junior, com 6 provas, incluindo Regionais e CPR, para pilotos até aos 27 anos e sem inscrição obrigatória.

A criação de uma Taça que consagre o campeão dos campeões dos Regionais é outra novidade.

São elegíveis para participar nessa final, os cinco primeiros classificados de cada uma das categorias (4×4 e 2 Rodas Motrizes de cada campeonato regional (Norte, Centro e Sul).

Os 30 pilotos assim apurados decidem num rali único a designar o vencedor absoluto.