A dupla formada por Armindo Araújo e Luís Ramalho (Hyundai i20) conquistou o título nacional absoluto e juntou a cereja no topo do bolo ao vencer o Rali Casinos do Algarve.
Com excelente atuação, a dupla madeirense Alexandre Camacho/Rui Rodrigues (Skoda Fabia) terminou no 2.º lugar, a 12,8 segundos do vencedor e conquistou o FIA European Rally Trophy. Um belo final de temporada para o bicampeão da Madeira.
Boa nota para Miguel Barbosa/Hugo Magalhães (Skoda Fabia), justificada pelo lugar (3.º) no pódio, a 16,2 segundos de Armindo Araújo.
No ano do regresso à competição, o piloto de Santo Tirso fez história, ao alcançar o quinto título nacional, proeza única nos anais dos ralis nacionais, desempatando o recorde que detinha com Carlos Bica e Joaquim Santos.
Além disso, festejou a 18.ª vitória em termos de campeonato e foi o único piloto a rubricar dois triunfos em termos absolutos esta temporada.
«Estou muito contente e com o sentimento do dever cumprido, num ano mito difícil para nós, pois foi não foi fácil montar o projeto», referiu Armindo Araújo ao MOTOR 24,
O piloto nortenho acabou por alcançar o desiderato traçado para esta temporada, ainda mesmo antes do final do Rali do Clube Automóvel Algarve, quando Ricardo Teodósio desistiu na última especial da secção matinal, com o motor do Skoda Fabia «partido».
O piloto algarvio estava na frente, com 31,8 segundos de vantagem para José pedro Fontes, depois de ter ganho a passagem inicial por Chilrão, o troço mais extenso (20,14 km) desta prova.
«Infelizmente, os ralis são assim mesmo. Estávamos a fazer o nosso papel, com tranquilidade e estávamos convencidos que a vitória seria nossa», confessou Ricardo Teodósio.
Com uma segunda etapa mais consistente, Armindo Araújo foi recuperando terreno e chegou à liderança após a 8.ª especial.
Demonstrámos que éramos capazes de vencer e estou orgulhoso por dar o título à Hyundai nesta sua entrada nos ralis. Consegui vencer todas as competições em que participei em Portugal, sinal de que temos trabalhado bem», referiu Armindo Araújo, a olhar para o futuro:
«O objetivo é continuar mas são necessárias condições muito boas oara lutar com os nossos adversários, que estão cada vez melhor apetrechados», adiantou o pentacampeão nacional.
Na hora da passagem do testemunho, Carlos Vieira marcou presença, apesar de estar ainda em fase de recuperação – felizmente bem notória – do gravíssimo acidente sofrido no Rali Vidreiro/Centro de Portugal.
Participação auspiciosa teve Alexandre Camacho, premiada com um 2.º lugar que valeu a conquista do troféu FIA. Aliás, outro piloto madeirense — Pedro Paixão, igualmente em Skoda Fabia — teve desempenho assinalável, que terminou d e modo prematuro. «Na passagem inicial por Chilrão, saímos um pouco da trajetória, entrámos na zona suja da curva e o carro acabou preso na lama», explicou o piloto, forçado a desistir, quando era 4.º da geral a escassos dois décimos de Miguel Barbosa, que ocupava o lugar do pódio, que acabou por ser o resultado final.
«É um resultado muito positivo. Fiquei bastante satisfeito por termos conseguido estar na luta pela vitória na parte final da prova», referiu Miguel Barbosa (Skoda Fabia).
Depois de ter perdido mais de um minuto, devido a um furo, no troço que encerrou a secção matinal, José Pedro Fontes protagonizou um pião na derradeira especial.
De qualquer modo, sagrou-se vice-campeão, o que, de acordo com o piloto, «face à enorme paragem que fomos obrigados a fazer e num ano de estreia do novo Citroën C3 R5, o segundo lugar no campeonato deixa-me bastante satisfeito, até porque ficou demonstrado o potencial do carro e daquilo que está ao nosso alcance».
«Terminámos o campeonato num nível muito superior àquele em que começámos. Aprendi muito numa prova com alguns problemas, especialmente de travões, mas acho que a evolução foi positiva», referiu o piloto, que terá como prémio, oferecido por seu pai, a participação na próxima edição das 24 Horas TT de Fronteira, integrado numa das equipas francesas que habitualmente participam na prova.
Daniel Nunes sagra-se campeão 2 RM
A dupla Daniel Nunes/Rui Raimundo levou o Peugeot 208 R2 da Inside Motor ao triunfo — 9.º lugar da geral — e ao título nacional das 2 Rodas Motrizes (2 RM).
Cereja no topo do bolo foi o triunfo na Peugeot Rally Cup Ibérica, troféu ganho pelo espanhol Roberto Blach.
O piloto de Sintra assumiu desde a primeira especial do rali a liderança entre os carros das duas rodas motrizes (2 RM) e após a 3.ª classificativa passou a liderar, igualmente, a Peugeot Rallye Cup Ibérica.
A vantagem foi sendo gradualmente aumentada até concretizar a vitória no rali entre os carros de duas rodas motrizes, na categoria RC4 e ainda enttre os concorrentes daquela competição monomarca.
«Cumprimos os objetivos, mas para tal entrámos muito cautelosos para evitar qualquer percalço e nunca andámos no nosso máximo, até pelo facto de ter sido um rali muito complicado, traiçoeiro. Qualquer erro era fatal», referiu Danuiel Nunes.
Muito grato à equipa Inside Motor, sublinhou que «fizemos um ano em pleno sem desistências nem qualquer problema».
Quanto ao triunfo, nesta prova, na Peugeot Rally Cup Ibérica, confessou que «não estava mesmo nada à espera. Se tivéssemos tido os apoios necessários para disputar a totalidade do troféu, podíamos ter uma palavra a dizer na decisão do título», acrescentou Daniel Nunes, que não esqueceu o navegador Rui Raimundo na hora dos agradecimentos de uma dedicatória muito especial «ao meu pai, que sempre sonhou com um título nacional e a toda a minha família, amigos e patrocinadores».
Gil Antunes, com Daniel Amaral (Renault Clio R3) sagrou-se vice-campeão 2 RM, ao terminar no 2.º lugar.
Outra das revelações deste campeonato foi Miguel Correia (Renault Clio R39, que fez dupla com Pedro Alves e conquistou o título do Troféu Europeu FIA na categoria ERT 3, para além do 2º lugar do CPR 2018 na categoria RC3.
Em ano de estreia, o piloto confessou :
«Nunca pensei chegar a este ponto, logo no meu primeiro ano de competição. Foi uma estreia fantástica, e penso que a vitória nas duas rodas motrizes, obtida na Madeira foi o clique para uma época muito motivante».
Nos Clássicos, triunfou Joaquim Bernardes/Laurinda Alves (VW Golf GTI), mas Cipriano Antunes, com Mário Feio (Audi Quattro) foi o campeão.
Márcio Marreiros/Rui Serra (Mitsubishi Lancer Evo IX) venceram a Taça FPAK, mas a dupla Ricardo Matos/Carlos Matos (Mitsubishi Lancer Evo IX) conquistou o troféu.
No Regional Sul, triunfaram Eduardo Antunes/Hugo Bentes (Mitsubishi Lancer Evo VI).
Classificação final (oficiosa)
1º Armindo Araújo/Luís Ramalho (Hyundai), 1 h 39 m 45,9 s
2º Alexandre Camacho/Rui Henriques (Skoda), a 12,8 s
3º Miguel Barbosa/Hugo Magalhães (Skoda), a 16,2 s
4.º José Pedro Fontes/Paulo Babo (Citroën), a 46,7 s
5º Ondrej Bisaha/Petr Tesinsky (Ford), a 1m07,1s
Campeonato absoluto
1.º Armindo Araújo, 152,71 pontos
2.º José Pedro Fontes, 128,93
3º Ricardo Teodósio, 115,58 pontos
4º Miguel Barbosa, 10,81 pontos
5º Pedro Meireles, 69 pontos
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