A Fórmula 1 regressa este fim de semana à pista para o Grande Prémio do Azerbaijão, a 15.ª prova do Mundial, num programa excecionalmente antecipado. Em vez da habitual corrida de domingo, a prova nas ruas de Baku será disputada no sábado, 26 de setembro, com os treinos livres a começarem já na quinta-feira e a qualificação marcada para sexta.
A antecipação deve-se ao Dia da Memória do Azerbaijão, assinalado a 27 de setembro, uma jornada nacional de homenagem aos militares azeris mortos na segunda guerra do Alto Carabaque, iniciada em 2020. Para respeitar o dia de luto nacional, a Fórmula 1 e a organização da corrida ajustaram todo o calendário do fim de semana.
Assim, os dois primeiros treinos livres realizam-se na quinta-feira, 24 de setembro. A terceira sessão de preparação e a qualificação decorrem na sexta-feira, enquanto a corrida está marcada para sábado, com início ao meio-dia em Portugal continental.
O fim de semana fica também marcado pelo regresso de Isack Hadjar à Red Bull. O piloto francês, de 21 anos, recuperou da lesão no pulso que o afastou dos Grandes Prémios dos Países Baixos, de Itália e de Espanha e voltará a formar dupla com Max Verstappen.
A ausência de Hadjar obrigou a uma reorganização nas equipas da estrutura Red Bull. Liam Lawson deixou temporariamente a Racing Bulls para substituir o francês na formação principal, conseguindo pontuar em duas das três provas disputadas. Com o regresso de Hadjar, Lawson volta à Racing Bulls, enquanto Yuki Tsunoda retoma a condição de piloto de reserva.
A presente temporada representa um passo importante na carreira de Hadjar. Depois de se ter estreado na Fórmula 1 em 2025 pela Racing Bulls, o francês foi promovido à Red Bull para 2026, confirmando a aposta da estrutura austríaca num dos pilotos saídos do seu programa de jovens talentos. A paragem por lesão interrompeu o seu processo de adaptação à equipa principal, mas a recuperação permite-lhe regressar ainda com uma parte significativa do campeonato por disputar.
Em pista, o circuito urbano de Baku volta a apresentar um dos desafios mais particulares do calendário. Com 6,003 quilómetros de extensão, 20 curvas e 51 voltas de corrida, o traçado combina longas retas de elevada velocidade com uma passagem estreita pela zona histórica da capital azeri. O historial reforça a imprevisibilidade: em nove edições, houve sete vencedores diferentes e apenas três corridas foram ganhas a partir da pole position.
Max Verstappen é um dos dois pilotos com duas vitórias em Baku, juntamente com o antigo colega de equipa Sergio Pérez. O neerlandês venceu em 2022 e 2025 e procura tornar-se no primeiro piloto a triunfar três vezes no circuito.
O Mundial chega ao Azerbaijão dominado pela Mercedes. Kimi Antonelli, vencedor dos dois últimos Grandes Prémios, em Itália e Espanha, lidera a classificação de pilotos com 81 pontos de vantagem sobre o colega de equipa George Russell. O italiano, de 20 anos, soma oito vitórias em 14 corridas, enquanto a Mercedes venceu dez provas e lidera o campeonato de construtores com 145 pontos de avanço sobre a Ferrari.


