As primeiras seis especiais ‘a sério’ do Rali de Portugal, disputadas no distrito de Viana do Castelo, foram uma verdadeira montanha-russa de emoções, com quase todos os pilotos da frente a terem problemas e alguns deles a ficaram mesmo pelo caminho.
Tudo começou com o abandono do Toyota de Ott Tänak na PE2, devido à quebra do radiador do Yaris WRC depois de ter passado por cima de duas pedras que foram arrastadas para o meio da estrada pela passagem do carro de Sébastien Ogier.
O seu companheiro de equipa na Toyota, Jari-Matti Latvala, não teve melhor sorte e ficou de fora logo no troço seguinte, Caminha 1, com a suspensão dianteira direita partida.
No primeiro troço da tarde, Viana do Castelo 2, seria o pentacampeão do Mundo a desistir com um raro erro que originou uma saída de estrada a baixa velocidade. O Ford Fiesta WRC de Ogier ficou preso numa pequena ravina e terminou aí o ataque do francês ao recorde de vitórias no Rali de Portugal, que continua a partilhar com Markku Alén.
Ao final de seis troços, o líder do rali era Hayden Paddon mas o neozelandês já não passou da PE7, Ponte de Lima 2, com um acidente que colocou o Hyundai i20 WRC a bloquear a estrada. Nessa altura, já Craig Breen tinha parado para mudar um pneu furado, Esapekka Lappi fazia dois troços com um amortecedor traseiro partido, Dani Sordo queixava-se que os seus pneus estavam completamente destruídos, Andreas Mikkelsen desistiu com problemas de direção assistida e Kris Meeke também chegava ao final do troço a pensar como é que vai completar as duas passagens pela Porto Street Stage com o pneu dianteiro esquerdo em muito mau estado e sem mais pneus suplentes no seu Citroën.
Com tudo isto, Thierry Neuville fará a viagem até ao Porto a agradecer aos deuses dos ralis pela liderança com 7,3s de vantagem sobre Elfyn Evans…