Os comentários públicos de Musk sobre ter encontrado alguém para financiar a empresa levaram ao início de uma investigação por parte da SEC (autoridade responsável sobre negócios na banca) e dois acionistas declararam a sua intenção de mover um processo civil ao presidente da Tesla. A confirmar-se que existe um financiador, o mais provável é que seja o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, que atualmente é proprietária de 5% da Tesla, e que garantia a Musk o controlo sobre a companhia.
A Tesla tem subido de valor nos últimos anos à custa de capitalização da empresa, e não do volume de negócios, com as vendas a subirem com a chegada do Model 3, mas a ficarem ainda longe de marcas com um valor de mercado inferior. As ações da empresa chegaram a atingir os 355 dólares (312 euros) no dia 13 de agosto, o que poria o valor total da transação acima dos 60 mil milhões de dólares (57,2 mil milhões de euros). Para comparação, as ações da BMW estão nos 82 euros, da Mercedes nos 56, e da Toyota nos 6460 iénes (54 euros).
O Softbank já negociou com Elon Musk a possibilidade de investir o suficiente para tirar a maior parte das ações do mercado público bolsista, mas não demonstrou confiança no construtor americano em tomar uma grande fatia do mercado mundial de automóveis, especialmente à medida que os construtores tradicionais vão introduzindo a sua própria oferta de veículos elétricos. Para o fundo público saudita, a Tesla seria uma boa ideia de medir a tendência dos mercados internacionais de se afastarem do petróleo, a principal exportação do país árabe, tanto no setor automóvel como na produção e armazenamento de energia.
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