Seis meses à espera do novo Nissan Leaf

Rui Pelejão
Rui Pelejão
Editor-Executivo

Seis meses é o tempo que um cliente em Portugal deve esperar pelo novo Nissan Leaf. A elevada procura pelo automóvel elétrico da marca asiática líder no nosso país, demonstra que a estratégia de eletrificação da gama que a Nissan pretende seguir nos próximos anos não é uma miragem, mas sim uma estratégia já alicerçada em resultados concretos.

Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da Nissan em Portugal, António Melica, o diretor-geral, explicou que “em apenas 7 meses, a Nissan já ultrapassou as 1000 unidades de encomendas do novo Leaf”, ou seja, tantas quanto as vendidas da anterior geração nos últimos sete anos.

O diretor-geral da marca em Portugal acredita que no exercício de 2018 cerca de 15 por cento das vendas da Nissan em Portugal sejam de automóveis elétricos (LEAF e o comercial e-NV200).

António Melica não quis conformar informações de que a Nissan pretende descontinuar a produção de motores Diesel para a Europa a partir de 2025, mas sublinhou que a marca está fortemente empenhada na eletrificação da gama, que naturalmente irá implicar uma progressiva substituição dos propulsores convencionai. Resta saber a que ritmo se processará essa mudança de paradigma tecnológico. Para a Nissan a primeira etapa estratégica é 2022, que é a meta do plano “Nissan M.O.V.E. to 2022”

Para aproveitar todas as oportunidades de mercado, a Nissan vai reforçar a sua gama de automóveis 100% elétricos, mas também expandir as soluções intermédias como sejam as motorizações híbridas e a exclusiva tecnologia Nissan e-Power (a bateria elétrica é carregada através de um pequeno motor a gasolina, mas a tração é 100 por cento elétrica).

António Melica detalha esta visão estratégica da sua marca: “Vivemos uma época com um novo conceito de mobilidade; uma mobilidade sem emissões e, ao mesmo tempo, mais entusiasmante; uma mobilidade mais segura e confortável, graças às tecnologias de condução autónoma; e, enfim, uma mobilidade mais integrada com as pessoas e com a sociedade», refere Antonio Melica. «Pioneira neste novo mundo do automóvel, a Nissan está a transformar, com a sua visão de Mobilidade Inteligente, a maneira como conduzimos, mas também a forma como vivemos.

Nissan cresce 17 por cento graças ao Qashqai e ao Micra

Paralelamente a esse esforço tecnológico, que culminará no lançamento de um crossover elétrico e na introdução de níveis mais adiantados de condução autónoma, a Nissan continua a explorar o filão Qashqai que tem sido o seu ganha-pão nos últimos anos e que é o maior contribuinte líquido para os resultados da Nissan em Portugal, ultrapassando pela primeira vez as 6 mil unidades vendidas.

No ano em que comemora os 50 anos da sua presença comercial em Portugal, a Nissan registou um crescimento de 17 por cento, o que significa o seu melhor resultado, ultrapassando uma quota de 6,5 por cento do mercado de automóveis ligeiros em Portugal. Para esta excelente performance foi também determinante o sucesso comercial do pequeno Micra que duplicou as vendas em relação à geração anterior. “Manteremos também um forte foco no crescimento da opinião positiva da marca. Creio que nas áreas da qualidade de serviço ao cliente as nossas concessões já estão num patamar elevado e vamos continuar a trabalhar em 2018 para elevar ainda mais estes altos níveis de qualidade em serviços de vendas e após-venda», concluiu o diretor-geral da Nissan em Portugal.