Stellantis reduz prejuízo em 90% no 3.º trimestre e lucra 217 milhões até setembro

Já o volume de negócios registou um crescimento muito limitado, de 1%, para 37,6 mil milhões de euros, apesar de uma descida de 2% no número de veículos comercializados, que se situou em 1.308.000 unidades.
Stellantis reduz prejuízo em 90% no 3.º trimestre e lucra 217 milhões até setembro
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A Stellantis registou um prejuízo de 453 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 90% do que no mesmo período de 2025, acumulando um lucro de 217 milhões até setembro, que compara com um prejuízo homólogo de 6.788 milhões.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira (28 de outubro), o grupo automóvel – que em 2025 constituiu uma elevada provisão para fazer uma “reinicialização” da sua estratégia, uma decisão que diz estar já a dar frutos - indica que a melhoria registada é mais evidente no resultado operacional ajustado, que subiu 184% em termos homólogos entre julho e setembro, para 256 milhões de euros.

Já o volume de negócios registou um crescimento muito limitado, de 1%, para 37.611 milhões de euros, apesar de uma descida de 2% no número de veículos comercializados, que se situou em 1.308.000 unidades.

Considerando o acumulado dos primeiros nove meses deste ano, o resultado foi positivo, com 217 milhões de euros de lucro, face aos 6.788 milhões de prejuízo registado no mesmo período de 2025.

O resultado operacional ajustado entre janeiro e setembro, de 1.989 milhões de euros, disparou 216% em comparação com um ano antes, enquanto o volume de negócios aumentou 7%, para 119.225 milhões, com um aumento das vendas de 6%, para 4.276.000 veículos.

No terceiro trimestre, a Stellantis aumentou as vendas nas duas principais regiões de negócio, a América do Norte (1%) e a Europa (1%), enquanto registou uma queda moderada na América do Sul (4%) e muito acentuada no Médio Oriente e África (22%) e na Ásia-Pacífico (27%).

Na América do Norte, o crescimento de 24% no México (28% se incluída a filial Leapmotor) permitiu compensar um ligeiríssimo recuo, tanto nos Estados Unidos como no Canadá, de 0,3%.

Na Europa, o aumento foi de 6% se contabilizada a Leapmotor, tendo como principais motores a Smart Car e a crescente procura de veículos elétricos em França, na Alemanha e no Reino Unido.

Nesta região, as vendas de automóveis particulares elétricos registaram um aumento de 65% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e as de carrinhas elétricas subiram 46%.

Na América do Sul, a queda de 4% (2% incluindo a Leapmotor) não impediu que a Stellantis se mantivesse como líder nos mercados brasileiro e argentino, com uma quota de 25,1% e 25,3%, respetivamente (25,5% e 25,6% incluindo a Leapmotor).

O grupo atribuiu a queda no Médio Oriente e na África sobretudo à “desaceleração do mercado na Turquia” e a efeitos de transição noutros países, em especial devido à paragem progressiva do Fiat Egea, na expectativa do lançamento do Fiat Grizzly e da produção local de uma pequena carrinha em outubro.

Na Ásia-Pacífico, a queda deveu-se em grande parte a uma diminuição das vendas do Citroën C5X.

O diretor executivo da Stellantis, Antonio Filosa, insistiu que, durante o terceiro trimestre, a empresa avançou na implementação do seu plano estratégico FaSTLAne 2030 com o lançamento de novos produtos e “melhorias significativas” na produção e na qualidade.

Filosa salientou ainda que o programa de criação de valor está a avançar e que o grupo acredita que irá alcançar, até ao final do ano, pelo menos 40% das melhorias de eficiência anuais, avaliadas em 6.000 milhões de euros.

Com base nestes elementos, a Stellantis confirmou os seus objetivos financeiros para este exercício (o que inclui uma margem operacional ajustada na faixa baixa de um único dígito) e também que confia em obter um fluxo de caixa industrial positivo em 2027.

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