A Mazda foi a única marca no mundo que utilizou frequentemente o motor rotativo Wankel, um propulsor mais compacto e mais potente que os tradicionais motores de pistões. E um dos automóveis que mais ajudou a popularizar este motor foi o Mazda RX-7, um coupé desportivo que se tornou um verdadeiro sucesso a nível mundial. Agora, está a festejar o seu 40.º aniversário, tendo vendido mais de 800 mil unidades distribuídas por três gerações.

O RX-7 foi originalmente lançado no mercado internacional em 1978. Nessa época, a Mazda já tinha uma década de experiência com o motor Wankel, com modelos como o Cosmo e o Cosmo e RX-3 (antecessores do RX-7), ou instalando estes motores em versões especiais do familiar 616 (RX-2) e do mais luxuoso 818 (RX-4). Quando o RX-7 chegou, a Mazda procurava criar um modelo que pudesse lutar de igual para igual com as novas armas dos maiores construtores britânicos, nomeadamente o Datsun 180 SX e 280 ZX e o Toyota Celica.

A primeira geração chegou com o motor 12A, um bi-rotor com uma cilindrada total de 1146 cc, que em termos de potência era equivalente a um motor de quatro cilindros com o dobro do tamanho. A primeira geração tinha 105 cv de potência na Europa e 130 cv na América. Mais tarde recebeu injeção, que lhe aumentou a potência para 115 cv, e deu lugar ao mais evoluído 13B, com 1308 cc. No Japão, foi pela primeira vez combinado com um turbo em 1983, debitando 165 cv. Visualmente, destacava-se pelos faróis dianteiros retráteis, que ficavam escondidos no capô durante o dia.

Esta geração durou até 1985 e foi a mais famosa, contabilizando 470 mil unidades vendidas. Parte da sua popularidade derivou do sucesso em corridas automóveis. Em 1981, venceu as 24 Horas de Spa, na Bélgica, além de ser campeão do BTCC, na Grã-Bretanha em 1980 e 1981. Na América, foi também competitivo que ganhou o campeonato IMSA, para carros de GT, todos os anos entre 1980 e 1987, na divisão para carros de baixa cilindrada.

A segunda geração do Mazda RX-7 chegou em 1985, agora ganhando uma versão descapotável, com a revisão de 1988. O motor 13B ficou ainda mais potente, subindo para 150 e depois 160 cv na versões atmosférica, enquanto a versão turbo começou com 185 cv e foi sendo evoluída até chegar aos 200. No entanto, era bem mais pesado, pois necessitava de ser bem mais seguro que a nova geração. Mesmo assim, a Mazda procurou posicioná-lo em confronto direto com os modelos de entrada da gama da Porsche, o que lhe valeu 272 mil unidades vendidas.

A terceira geração chegou em 1992, e nesta fase a Mazda decidiu tornar o modelo mais exclusivo. O motor 13B passou a estar disponível unicamente em versão turbo, tornando-se o primeiro carro japonês com dois turbos sequenciais. Conforme as leis anti-poluição de cada mercado, a potência oscilava entre os 250 e 280 cv, colocando-o em confronto direto com o Nissan 300 ZX e Toyota Supra, mas também com o Porsche 968. Como era mais caro, só conseguiu encontrar 68 mil clientes durante os seus 10 anos de existência, quando deu o seu lugar ao mais moderno RX-8. Mas manteve sempre uma alta reputação, o que contribuiu para criar uma legião de fãs que não deixam o Mazda RX-7 entrar no esquecimento.

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