Contudo, num avanço que pode ser importante, a sua divisão europeia, a Toyota Motor Europe (TME), anunciou uma forma de produzir hidrogénio a partir do ar, num avanço conseguido em parceria com o DIFFER (Dutch Institute for Fundamental Energy Research).
Esta parceria pretende desenvolver um dispositivo que absorve o vapor de água e que o divide diretamente entre hidrogénio e oxigénio graças à luz solar. Esse dispositivo criado especialmente para o efeito fica em contacto com o ar repleto de humidade e em contacto com a luz solar começa a produzir esse combustível sem custo energético associado.
Os objetivos passam por conseguir combustíveis sustentáveis que reduzam a dependência dos combustíveis fósseis, mas também reduzir as emissões de gases de estufa. O hidrogénio, enquanto meio de armazenamento de energia renovável (desperdiçada em caso contrário), surge como o combustível mais em conta para ser utilizado em veículos automóveis e na própria sociedade. Quando o hidrogénio é combinado com o oxigénio numa célula de combustível, a energia resultante é libertada em forma de eletricidade, com as emissões resultantes a serem apenas água.
Os primeiros ensaios da DIFFER e da Toyota Motor Europe demonstraram a validade do projeto, tendo desenvolvido uma nova célula fotoeletroquímica de estado sólido que conseguiu capturar a água do ar ambiente e depois gerar hidrogénio após exposição à luz solar.
O sistema será otimizado para, numa fase posterior, passar a um aumento da potencialidade da tecnologia. Isto porque, na fase atual, as células fotoeletroquímicas são bastante pequenas, cerca de um centímetro quadrado em tamanho. Para serem economicamente viáveis, garante a Toyota, o seu tamanho deve ser aumentado em duas ou três vezes mais.
A marca nipónica dispõe atualmente de um modelo movido a pilha de combustível a hidrogénio no mercado, o Mirai, mas está já a trabalhar nas gerações seguintes do sistema, acreditando que no início da próxima década terá já um novo sistema, bastante mais eficiente e compacto do que o atual.