O Salão de Detroit tinha vindo a perder relevância ao longo dos últimos anos, em grande parte devido ao facto de se realizar pouco depois da CES de Las Vegas (Feira de Eletrónica de Las Vegas), na qual cada vez mais fabricantes automóveis têm vindo a apostar em consonância com a nova era da conectividade e tecnologia, mas também devido à desvalorização que muitas marcas têm vindo a votar aos tradicionais salões automóveis. Muitos dos construtores têm vindo a desviar as suas atenções deste tipo de certames, considerando que o investimento feito nesses eventos pode ser canalizado – de forma mais rentável – para outras áreas de comunicação.
Com esta medida, que entrará em prática apenas em 2020, o certame terá o seu início na semana de 8 de junho, mantendo o local – conhecido como Cobo Center – e o espaço interior para a exposição de novidades automóveis, mas passará a ter igualmente uma ampla área exterior para que as marcas possam dar a conhecer os seus modelos e tecnologias de forma prática.
O outro objetivo desta mudança, além de tornar o salão mais pertinente para as marcas, passa pela conceção de uma noção de ‘festa do automóvel’ com a duração de um mês, uma vez que o ‘programa’ de festas teria início com o Grande Prémio de Detroit no primeiro fim de semana de junho.
“Detroit vai continuar a ser um palco global para algumas das mais icónicas e significantes revelações mundiais e albergar uma audiência internacional sem paralelo de meios de comunicação e de influenciadores importantes da indústria. Junho oferece-nos novas e excitantes oportunidades que janeiro simplesmente não permitia”, afirmou o diretor-executivo do NAIAS, Rod Alberts, em comunicado.
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