Mais de 600 radares estão fora de serviço em França, um número que tem subido nos últimos tempos. Isto não é nada de anormal, pois mesmo em Portugal temos vários radares que não estão a funcionar. Mas como nunca sabemos quais são os radares permanentes que não funcionam, é sempre preferível optar pela cautela e reduzir a velocidade quando os encontramos. No território francês, no entanto, esta subida não tem tanto a ver com a falta de manutenção ou divisão de recursos, pois nada menos que 130 foram desativados por atos de vandalismo.
Destes 130, a maior parte eram radares fixos comuns semelhantes aos que temos em Portugal. No entanto, alguns tinham outras propriedades, funcionando de forma seletiva e autónoma, e custavam cerca do dobro dos aparelhos normais. Pior ainda, quatro eram radares de controlo de velocidade média, que eram capazes de reconhecer os automóveis em pontos diferentes de um determinado percurso, e que custavam sete vezes mais que os radares comuns. Os “coletes amarelos” pretendem impedir o governo de usar o controlo de velocidade para obter dinheiro através de multas, mas o mais provável é que estes sejam substituídos por novos, o que vai custar ao erário público francês à volta de 3,7 milhões de euros. A destruição de um radar de modo a inutilizá-lo completamente implica uma multa de 30 mil euros e uma pena de prisão até dois anos, em França.
