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7 carros low cost para a cidade que não se vendem na Europa

DATSUN GO O nome antigo da marca Nissan foi ressuscitado para alguns mercados emergentes, como Índia e África do Sul. O Datsun Go usa uma plataforma simplificada do Nissan Micra, pelo que lhe faltam itens de segurança que há muito são obrigatórios na Europa.
FIAT ARGO Este novo modelo foi criado para substituir simultaneamente o Palio e o Punto no mercado sul-americano. Chegou a pensar-se em usá-lo como substituto do Punto na Europa, até a Fiat optou por não o fazer. Seria necessário melhorar a qualidade de alguns itens para ser competitivo no mercado europeu, mesmo com baixo custo.
HONDA BRIO Criado para mercados como a Índia ou o Sudeste Asiático, ganha agora uma segunda geração. Espaçoso e potente, necessitaria apenas de alguns elementos de segurança para ser viável na Europa, até porque podia ser uma alternativa mais barata ao Jazz.
HYUNDAI XCENT Uma visão, esta é uma berlina de três volumes baseada no i10 indiano. Em inglês, pronuncia-se tal como o antigo Accent, que há duas décadas era o modelo de entrada da Hyundai. O Xcent tem um formato pouco atrativo para o mercado europeu, e não poderia ser mais que uma alternativa ainda mais barata ao Citroën C-Elysée ou Dacia Logan.
RENAULT KWID Por fora, tem um aspeto divertido, mas por dentro nota-se que foi pensado para ser um veículo de custo bastante baixo. Pensado para mercados como Brasil e Índia, a Renault considerou vendê-lo com a marca Dacia, mas enquanto o Sandero está na fronteira perfeita entre qualidade e low cost, o Kwid sacrifica elementos de segurança que o público europeu exige, e os seus motores de 800 e 1000 cc são pouco potentes.
TOYOTA ETIOS Um modelo de entrada espaçoso e com motores 1.3 e 1.5 elásticos, também está disponível em versão de três volumes, o que é importante na América do Sul ou na Índia. No entanto, na Europa teria sempre menos qualidade que o Yaris, por uma diferença de preço que não iria compensar a escolha por parte do cliente.
VOLKSWAGEN GOL Um nome que existe há quase quatro décadas, foi criado no Brasil e exportado para outros paíes da América Latina. Partilha alguns elementos com o antigo Polo, modelo do qual ainda se aproxima em termos de dimensões, mas com menos qualidade de acabamentos do que é esperado no mercado europeu, pelo que teria de ser mesmo muito mais barato para ser interesante.

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Os construtores automóveis não vendem os mesmos carros em todos os países. Nalguns mercados, é mesmo preciso pensar em modelos específicos, geralmente mais baratos, que sejam capazes de agradar ao público, mas que não têm o mesmo nível de qualidade a que estamos habituados na Europa. Estes carros low cost não são vendidos por cá, embora alguns tenham um visual interessante, mas necessitariam de novos acabamentos que poderiam acabar com a vantagem low cost.

Escolhemos sete automóveis citadinos que foram criados para vários mercados emergentes importantes, nomeadamente o Brasil (muitas vezes usado como base para o desenvolvimento de veículos para a América Latina), a Índia e o Sudeste Asiático (países como Malásia, Tailândia, Indonésia ou Filipinas). Estes automóveis poderiam fazer companhia a modelos já existentes, como Dacia Sandero e Logan, Ford Ka, Suzuki Celerio ou Citroën C-Elysée.

Os modelos escolhidos foram o Datsun Go, Fiat Argo, Honda Brio, Hyundai Xcent, Renault Kwid, Toyota Etios e Volkswagen Gol. Alguns destes modelos chegaram a ser cogitados para serem exportados para a Europa, como veículos low cost. Outros são completamente desadequados, principalmente ao nível da segurança, qualidade de construção e certos tipos de equipamentos, e seriam obrigados a passar por muitas modificações que iriam aumentar o preço desnecessariamente. Mas, em termos visuais, alguns já são chamativos o suficiente para agradar ao público europeu, e outros têm os mesmos motores que já estão disponíveis noutros carros à venda na Europa