70 anos de desportivos Porsche: 911, o número que se tornou lenda
20/07/2018
Poucos números traduzem tamanha mística como aquele que a Porsche ‘desencantou’ para o seu modelo ‘rei’ – 911.
Linhas clássicas que se transformaram em imagem de marca, não só de um modelo, mas quase de uma marca inteira.
Interior com retoques de classe e dinamismo, além de elevados padrões de montagem.
O volante era de grandes dimensões, como era tradicional na época, de dois braços duplos.
Uma ampla gama de mostradores dava as informações necessárias ao condutor.
O desenho tinha um formato de gota com os pilares A e B em sentido recuado para uma aparência mais fluída.
Frisos cromados eram traço comum na época.
A unidade das fotos é uma das que está no Museu da Porsche, sendo uma prova da evolução da marca germânica.
Se hoje é internacionalmente conhecido e reverenciado por uma grande falange de entusiastas automóveis, a designação 911 poderia nunca ter sido oficial.
Saída de escape única no lado esquerdo, uma diferença notória face aos desportivos de hoje em dia.
Isto porque o nome original pensado para este Porsche era 901, do qual se produziram 82 unidades para testes e ensaios de desenvolvimento.
Pequenos detalhes que mostram a atenção dada à aerodinâmica geral.
Pilar A inclinado e com janela de compasso.
Os faróis mantiveram a sua forma durante muito tempo, embora a inclinação dos mesmos tenha mudado em gerações seguintes.
Proteções circulares cromadas remetem igualmente para uma era de manutenção simplificada.
O espelho retrovisor lateral único estava no lado do condutor.
Integração de piscas com ranhuras de refrigeração feita de forma eficaz.
A linha descendente do tejadilho era muito acentuada a partir do pilar B para uma secção traseira bastante baixa.
As primeiras unidades do 911 contavam com motor 'flat-six', de seis cilindros horizontalmente opostos e posicionamento traseiro de 130 CV, com uma cilindrada de apenas 1991 cc.
As primeiras unidades do 911 contavam com motor 'flat-six', de seis cilindros horizontalmente opostos e posicionamento traseiro de 130 CV, com uma cilindrada de apenas 1991 cc.
A Porsche comemora 70 anos em 2018 e nada melhor do que recordar alguns dos modelos icónicos entre os desportivos que a companhia de Estugarda produziu ao longo das últimas décadas.
Poucos números traduzem tamanha mística como aquele que a Porsche ‘desencantou’ para o seu modelo ‘rei’ – 911. E é preciso recuar até meados do século XX para se encontrar a sua origem. Com o 356 1500 Speedster a reunir cada vez mais sucesso e admiradores, a Porsche continuava a ter como objetivo desenvolver um desportivo acessível, competente e que oferecesse prazer de condução.
Ferdinand Porsche idealizou o modelo em 1959, sucedendo ao 356 e melhorando-o em praticamente todos os aspetos, a começar pela potência e pelas dimensões. Mas, se hoje é internacionalmente conhecido e reverenciado por uma grande falange de entusiastas automóveis, a designação 911 poderia nunca ter sido oficial.
Isto porque o nome original pensado para este Porsche era 901, do qual se produziram 82 unidades para testes e ensaios de desenvolvimento.
Contudo, o facto de a Peugeot ter protestado a utilização do nome para um dos seus modelos – argumentando ter os direitos para designações de três dígitos com um zero no meio (106, 504, 208, 308, 405…) em solo gaulês – obrigou a que na Alemanha se pensasse num outro nome – 911.
A marca, que havia pesquisado aturadamente todas as bases de dados, não havia descoberto nenhum carro com a designação 901, mas a Peugeot garantiu que tinha os ‘direitos’ sobre a tal norma dos três dígitos com um zero ao meio.
De forma curiosa, durante muito tempo, os carros que saíram da linha de montagem da Porsche tinham o código interno do projeto em diversos locais, o 901. A produção dos 911 iniciou-se em setembro de 1964, depois de ter contado com excelente aceitação no Salão de Frankfurt de 1963, quando recebeu os ‘holofotes’ pela primeira vez.
A apresentação teve lugar, então, no dia 12 de setembro de 1963, com a designação 901. A unidade das fotos é um 911 de 1965.
As primeiras unidades do 911 contavam com motor ‘flat-six’, de seis cilindros horizontalmente opostos e posicionamento traseiro de 130 CV, com uma cilindrada de apenas 1991 cc. Contava com caixas manuais de quatro ou de cinco velocidades.
Embora pudesse ser um carro versátil, o 901 (ou 911) estava pensado para ser um desportivo de dois lugares com dois lugares pequenos atrás, que eram muito pequenos para adultos. Tinha, portanto, uma configuração 2+2.
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