M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador
A plataforma Uber vai muito além do serviço de partilha de viagens, e um dos seus serviços mais populares é o aplicativo de partilha de bicicletas, chamado Jump. E embora o aplicativo Uber esteja mais disseminado que o Jump, este já começa a roubar clientes à companhia-mãe nos locais onde ambos os serviços estão disponíveis. A Uber comprou a Jump em abril do ano passado e expandiu o serviço em outubro, acrescentando trotinetes à partilha de bicicletas.
M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador

Agora, algumas cidades já começam a registar uma maior procura do Jump em relação ao Uber. Para surpresa dos responsáveis da empresa, Sacramento, capital do estado da Califórnia, tem já uma divisão de 53 por cento de uso do serviço de bicicletas por parte dos seus clientes, em comparação com 47 por cento de uso do serviço de automóveis. Até ao momento, só existem 16 cidades em todo o mundo onde ambos os aplicativos podem ser utilizados ao mesmo tempo, mas a expansão da marca para outras cidades vai fazer com que a Jump se torne um dos principais produtos da rede Uber.

Esse é, aliás, o objetivo da casa-mãe. O ano passado, Dara Khosrowshahi, diretora-geral da Uber, confessou que o trânsito primário das cidades não devia ser feito de automóvel e que o aplicativo de partilha de automóveis teria que passar a ser menos de 50 por cento do seu negócio, durante a próxima década. Mas isso poderá acontecer mais depressa se a Jump tiver um sucesso acima do esperado, especialmente em cidades com uma geografia que privilegia o uso da bicicleta.