M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador
O Fisco não perdoou o ano passado, tendo aumentado consideravelmente o número de penhoras sobre devedores. De acordo com dados do Ministério das Finanças, os automóveis continuam a ser a forma “preferida” de pagamento de dívidas às Finanças e à Segurança Social, representando o grosso das fatias das penhoras aos devedores.
M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador

Em 2018, o Fisco penhorou nada menos que 27.490 automóveis, um aumento de mais de 5000 veículos em relação ao ano anterior, ou de cerca de 20 por cento. Para colocar em perspetiva, foram feitas 528 penhoras por semana, ou 75 por dia, incluindo fins de semana e feriados. Embora as Finanças apenas possam, legalmente, ser usadas como último recurso para tentar saldar uma dívida legal, este mecanismo foi usado com bastante regularidade o ano passado.

Também os barcos foram usados para pagamento de dívidas às autoridades, tendo sido efetuadas 32 penhoras a embarcações o ano passado, um aumento considerável, pois em 2017 apenas seis embarcações tinham sido alvo de penhora. Mas os imóveis também continuam a ser um alvo comum, com mais de 18 mil penhoras, um aumento de quase 2000 em relação ao ano anterior.