A Renault e a Nissan estão em conversações para que a empresa japonesa possa lançar no mercado a sua própria versão do Twingo elétrico.
As conversações estão bem encaminhadas, uma vez que os parceiros da aliança procuram acelerar a oferta de um EV acessível para combater a concorrência chinesa.
O Renault Twingo E-Tech deverá chegar ao mercado em 2026, a um preço que deverá ser inferior aos 20.000 euros.
Anteriormente, A Renault já tinha estado em conversações com a Volkswagen para o desenvolvimento conjunto do automóvel, partilhando custos, mas as conversas com o grupo alemão terminaram em maio.Então, a Renault afirmou que iria avançar sozinha. Mas agora surge a vontade da Nissan de avançar para um EV acessível baseado no Twingo.
A Nissan já trabalhou com a Renault no sucessor do Micra, que será um citadino elétrico que partilhará a plataforma com o futuro Renault 5. Além da plataforma CMFB-EV, irão ainda partilhar o local de produção, o Renault ElectriCity no norte de França.
A Nissan quer aumentar a sua oferta na Europa e reduzir o tempo de chegada ao mercado, disse o seu diretor executivo Makoto Uchida num vídeo partilhado com os jornalistas que visitaram uma fábrica da Ampere no norte de França, esta semana.
A Ampere, a unidade especializada em EV da Renault, foi criada há um ano. Inicialmente, os planos passavam pela abertura de capital da empresa, mas foram abandonados este ano devido ao enfraquecimento da procura de EV.
“A verdadeira questão é saber se somos capazes de tornar a indústria europeia competitiva em relação à chinesa. Estamos a tentar”, afirmou de Meo no mesmo evento.
A Renault criou uma equipa para estudar a inovação da industria automóvel na China e está a trabalhar com parceiros locais para acelerar o desenvolvimento dos seus automóveis.
“Até 2028, a Ampere terá alcançado os melhores atores chineses em termos de desempenho e custo do produto num ambiente europeu”, afirmou de Meo.
A União Europeia impôs tarifas de até 45% sobre os veículos elétricos chineses importados, que entraram em vigor esta semana, mas a indústria diz que não serão suficientes para impedir que as empresas chinesas conquistem uma quota crescente do mercado.