A recente proposta de reabilitação do Aeroporto JFK, em Nova York, levou a criar esta pesquisa, para responder à pergunta de como tornar os aeroportos mais eficientes, e foi a primeira vez que se introduziram na equação os custos dos atrasos para o passageiro. Os atuais sistemas de decisões levam em conta apenas o tempo e distância dos voos para planear o tráfego aéreo e as prioridades nas descolagens e aterragens.
De acordo com um dos autores assistentes do estudo, Duaa Serhan, “os aeroportos só estão preocupados com a gestão do espaço da pista e não pensam nos atrasos em mais do que tempo, não considerando o que os atrasos significam em termos de custos”, como consumo adicional de combustível e manutenção dos aviões. As companhias aéreas, por seu lado, só estão interessadas em reduzir os atrasos.
A equipa liderada por Sang Won Yoon resolveu introduzir os passageiros como variável adicional, em que os custos adicionais são variados. A perda de voos de ligação e da necessidade de marcar novos bilhetes é, geralmente, compensada, representando em perdas para as companhias aéreas, mas para os passageiros também significa perda de contacto com a família ou uma reunião de trabalho perdida.
Estes custos são difíceis de calcular, mas foram importantes para a equipa liderada por Yoon desenvolver dois novos modelos matemáticos para poderem ser aplicados pelos aeroportos e companhias aéreas. Estabelecendo três tipos de custos, atrasos, voos de ligação perdidos e custos adicionais de operação, conseguiram cortar os custos para todos os envolvidos em 6,4 por cento e reduzir os atrasos num máximo de 65,4 por cento.
