M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador
Coordenar os horários do tráfego aéreo não é uma tarefa fácil, muitas vezes resultando em margens de segurança pequenas para os horários, com os inevitáveis atrasos que deixam os passageiros insatisfeitos. Mas um novo estudo, publicado pela Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, mostra que é possível os aeroportos e companhias aéreas reduzirem os atrasos com os voos, se levarem em conta como este tempo perdido tem custos adicionais para os passageiros.
M. Francis Portela
M. Francis Portela
Investigador

A recente proposta de reabilitação do Aeroporto JFK, em Nova York, levou a criar esta pesquisa, para responder à pergunta de como tornar os aeroportos mais eficientes, e foi a primeira vez que se introduziram na equação os custos dos atrasos para o passageiro. Os atuais sistemas de decisões levam em conta apenas o tempo e distância dos voos para planear o tráfego aéreo e as prioridades nas descolagens e aterragens.

De acordo com um dos autores assistentes do estudo, Duaa Serhan, “os aeroportos só estão preocupados com a gestão do espaço da pista e não pensam nos atrasos em mais do que tempo, não considerando o que os atrasos significam em termos de custos”, como consumo adicional de combustível e manutenção dos aviões. As companhias aéreas, por seu lado, só estão interessadas em reduzir os atrasos.

A equipa liderada por Sang Won Yoon resolveu introduzir os passageiros como variável adicional, em que os custos adicionais são variados. A perda de voos de ligação e da necessidade de marcar novos bilhetes é, geralmente, compensada, representando em perdas para as companhias aéreas, mas para os passageiros também significa perda de contacto com a família ou uma reunião de trabalho perdida.

Estes custos são difíceis de calcular, mas foram importantes para a equipa liderada por Yoon desenvolver dois novos modelos matemáticos para poderem ser aplicados pelos aeroportos e companhias aéreas. Estabelecendo três tipos de custos, atrasos, voos de ligação perdidos e custos adicionais de operação, conseguiram cortar os custos para todos os envolvidos em 6,4 por cento e reduzir os atrasos num máximo de 65,4 por cento.