Volkswagen T-Roc: Conquistador de mares nunca dantes navegados

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

A mudança começa aqui. A frase pode parecer bastante forte, mas esta é a postura da Volkswagen face ao seu novo T-Roc, modelo com que procura conquistar novos clientes para a marca alemã e que marca a sua entrada num novo segmento de mercado em crescendo – o dos SUV compactos.

Apresentado em Portugal, mais concretamente na zona de Cascais, o novo SUV médio da Volkswagen assume-se também como um modelo de carácter muito especial para o nosso país: é produzido na Autoeuropa, em Palmela, de onde sairão cerca de 200.000 unidades para toda a Europa. Assim, sempre que vir um destes T-Roc a circular, mesmo que seja na Eslovénia, saberá que nele há um pouquinho de português. E da sua sorte dependerá também um pouco da sorte das exportações nacionais, percebendo-se assim a sua importância para Portugal.

Tempo de ruturas

A rutura com o passado surge, desde logo, pelo estilo irreverente que se demarca dos demais modelos da Volkswagen. Na dianteira, a grelha une-se aos faróis e o estilo das luzes diurnas é único na versão mais elaborada. Aliás, existem duas versões destes módulos de luz: a versão base inclui a luz de condução diurna em LED horizontal e o intermitente situado por cima da mesma. No caso da versão mais elaborada, a luz de condução diurna e os intermitentes estão constituídos por um elemento único em LED redondo.

As cavas das rodas ‘musculadas’ e, sobretudo, o aspeto de coupé elevado, dão-lhe uma aparência de perfil que é cativante. Na traseira, porventura, a parte menos imaginativa, destaca-se o duplo perfil do para-choques, os farolins com luzes LED e o spoiler superior. Naturalmente, as jantes de 17 polegadas dos níveis de equipamento Sport (e opcional no Style) também adicionam uma aura mais desportiva que lhe assenta muito bem, assim como a pintura bicolor (metalizada/nacarada com teto preto tem custo de 950€).

A este respeito, uma das grandes mudanças de paradigma da Volkswagen: a personalização. Com 11 cores de carroçaria e quatro de tejadilho existem então 24 combinações de cores para o exterior, mas adicionando-lhe as possibilidades de personalização no tablier e nos estofos, as possibilidades sobem, então, para as 600. Há muito para configurar, portanto.

Compacto, mas espaçoso

Assente na já bem conhecida plataforma MQB, usada para uma diversidade de modelos no Grupo Volkswagen, o T-Roc tem como principais rivais o Nissan Qashqai, o Audi Q2 ou o SEAT Ateca, até porque as suas dimensões estão mais perto de um Golf do que de um Polo. Aliás, este terá igualmente um SUV com base na sua plataforma, com base no T-Cross, cujo lançamento está previsto para 2019. Ora, sendo baseado na plataforma MQB, a garantia que existe, desde já, é que não haverá T-Roc híbrido ou elétrico, uma vez que a Volkswagen não irá voltar a eletrificar carros atuais com base nesta plataforma. Terá uma nova, a MEB, que será única e exclusivamente para modelos elétricos.

O novo T-Roc é sempre Classe 1 nas portagens

Este novo crossover com muita pinta tem um comprimento de 4.234 mm (252 mm menos que o Tiguan) e uma distância entre eixos de 2.590 mm. A largura é de 1.819 mm (sem espelhos retrovisores) e a altura de 1.573 mm (4Motion: 1.572 mm). Com este conjunto de medidas, fica abaixo do Tiguan em estatura. O teto de abrir panorâmico opcional (1.141€) também lhe oferece maior luminosidade a bordo, com um tamanho de 870 mm por 1.364 mm.

Sempre conectado

Por dentro, o T-Roc é uma ‘lufada de ar fresco’. Tal como sucede com o Polo de nova geração, este SUV tem design jovial, em que a personalização do tablier e consola central de cores garridas transmite maior vivacidade. No fundo, apesar de tudo, mantém-se um visual ‘familiar’ ligeiramente orientado para o condutor em que os principais comandos estão bem à disposição do condutor. Mas o grande destaque está no ecrã tátil central revestido a vidro que é sempre de oito polegadas e que a partir do nível Style tem navegação GPS. Podem ainda receber tecnologias App Connect (que integra MirrorLink, Apple CarPlay e Android Auto da Google). Além disso, a Volkswagen oferece para o novo T-Roc o pacote de serviços “Security & Service” (de série no Sport) que auxilia o condutor nas mais diversas situações.

Para o condutor, fica à disposição uma evolução do painel de instrumentos digital Active Info Display, o qual também – imagine-se – tem origem lusa, sendo produzido na Bosch de Braga. Com novo desenvolvimento (de série nos modelos com nível Sport), esta nova geração do sistema (com ecrã de 11.7 polegadas) tem gráficos de alta qualidade (133 dpi/resolução de 1.280 x 480 pixels) e o espetro de funções para um nível superior.

Deste modo, o ecrã tem um melhor desempenho gráfico, uma maior densidade de pixels, um nível otimizado de luminosidade e contraste, cores mais intensas e indicadores de controle menos convencionais. Graças à tecla “View” no volante multifunções, o condutor do Polo poderá também alternar entre os três desenhos básicos de uma forma rápida e simples.

A mudança de paradigma vê-se também numa forma algo mais simples de conceber o habitáculo, com um dos pontos que retiram algum do seu brilhantismo a passar pelo excesso de plásticos rijos no tablier (mesmo que de muito boa aparência) e nas portas, tendo sido este um assunto muito debatido no seio da equipa de desenvolvimento da Volkswagen para este T-Roc, conforme nos explicou um dos responsáveis. Assim, optou-se por uma adoção de materiais que, à partida, parecem ‘pouco’ Volkswagen, mas são outros tempos. De igual forma, o isolamento acústico também parece ter sido preterido de certa forma. Ainda assim, tanto uma característica, como a outra, não são gravosas. Apenas sinais de uma mudança.

O espaço a bordo até é bastante interessante, mesmo atrás, havendo ainda que enaltecer os 445 litros de capacidade da bagageira. O T-Roc 1.0 TSI na sua versão de equipamento base conta já com Front Assist com função de travagem de emergência em cidade (City Emergency Braking) e sistema de deteção de peões (Pedestrian Monitoring), travão multicolisões e Lane Assist (assistente de aviso de saída da faixa de rodagem).

Arranque com gasolina

O T-Roc chegará ao mercado na última semana de novembro com dois motores numa fase de lançamento, sendo que o mais importante e aquele com que a marca irá atacar nesta fase inicial será o 1.0 TSI de 115 CV, o comprovado motor a gasolina de três cilindros que promete ser a coqueluche até que chegue o sempre determinante (quer se queira, quer não…) motor 1.6 TDI de 115 CV, que irá chegar apenas em março, de 2018.


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No lançamento, porém, esta versão – no seu nível de equipamento de base – terá um custo de 23.275€, sendo que a versão Style tem um custo de 25.652€, trazendo consigo um valioso acréscimo no equipamento.

Este motor TSI é um bloco de 3 cilindros com uma cilindrada de 999 cc, capaz de debitar 115 CV entre as 5.000 e as 5.500 rpm e um binário máximo de 200 Nm entre as 2.000 e as 3.000 rpm. Acelera dos 0-100 km/h em 10,1 segundos e atinge uma velocidade máxima de 187 km/h com tração dianteira. O consumo combinado é de 5,1 l/100 km.

Também no lançamento, em novembro, os clientes poderão encomendar um 2.0 TDI de 150 CV com caixa DSG7 e tração 4Motion, por um valor em redor dos 44.035€. Apenas por encomenda, na medida em que será uma conjugação que interessará a poucos clientes nacionais. Note-se que o T-Roc pode contar com sistema de tração às quatro rodas 4Motion com base em sistema Haldex (em versão 5.0) com diferentes modos de entrega de potência e gestão eletrónica – entre o Normal, Neve, Off-road e Off-road Individual, que permite algumas afinações próprias no sistema. Note-se que o binário é dirigido principalmente ao eixo dianteiro. Só em caso de necessidade é que o eixo traseiro é ligado em alguns milésimos de segundo.

Além destes, chegarão depois outras variantes: em dezembro, será a vez do 1.5 TSI de 150 CV com desativação de cilindros e que no nível Sport terá um custo de 31.032€, além de um . A partir de janeiro, abrem as encomendas para os motores Diesel, a começar pelo 1.6 TDI de 115 CV (27.473€), passando pelo 2.0 TDI de 150 CV Style (34.775€) e a acabar no 2.0 TDI de 190 CV DSG7 Sport 4Motion (48.283€).

Adaptativo e com segurança acrescida

Outra das particularidades do novo T-Roc é a possibilidade de contar com modos de condução distintos (de série nos modelos com tração 4Motion e opcional nos modelos com tração dianteira – 168€), entre o ‘Eco’ e o ‘Sport’, havendo ainda o ‘Comfort’, ‘Normal’ e o ‘Individual’ pelo meio, com estes a permitirem ao condutor diversificar os parâmetros para a transmissão DSG, o ar condicionado, direção assistida eletromecânica, suspensão adaptativa (DCC) e o controlo de cruzeiro adaptativo (ACC). Neste caso, a opção do amortecimento seletivo é uma mais-valia ao permitir que o chassis do T-Roc se regule alternativamente consoante o modo escolhido através dos amortecedores elétricos do sistema.

Em termos de segurança, todas as versões do T-Roc surgem de série com sistema de travagem multicolisão, assistente de aviso de saída da faixa de rodagem Lane Assist e sistema Front Assist com sistema de deteção de peões e função de travagem de emergência em cidade. O T-Roc Style oferece também, de um modo geral, o sistema de deteção de fadiga, havendo outros elementos colocados na lista de opcionais, como o sistema de estacionamento assistido Park Assist com função de travagem ao manobrar ou o assistente de mudança de faixa de rodagem com sensor de ângulo morto.

Preços T-Roc
1.0 TSI 115 cv T-Roc 23.275 €
1.0 TSI 115 cv Style 25.652 €
1.5 TSI 150 cv DSG Sport (1) 31.032 €
1.6 TDI 115 cv T-Roc (1) 27.473 €
1.6 TDI 115 cv Style (1) 29.851 €
1.6 TDI 115 cv Sport (1) 32.351 €
2.0 TDI 150 cv Style (1) 34.775 €
2.0 TDI 150 cv Sport (1) 39.573 €
2.0 TDI 150 cv DSG Sport 4M (1) 44.035 €
2.0 TDI 190 cv DSG Sport 4M (1) 48.283 €

(1) Preços estimados

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