24 Horas de Daytona: Albuquerque e Barbosa conquistam primeira clássica do ano

Mais uma exibição de luxo por parte do trio do #5 Cadillac Action Express. Albuquerque levou a máquina americana até a meta e viu a tão desejada badeira de xadrez, 24 horas depois de ter iniciado a corrida. Uma prova sem falhas por parte da equipa que escapou a problemas de maior e conseguiu vencer uma das corridas mas apetecidas do mundo.

A corrida começou com o domínio dos Cadillac, com Albuquerque na frente depois da primeira ronda de pit stops. A vantagem foi aumentando, com Barbosa a trabalhar muito bem mas a chuva a meio da noite complicou a vida a Fittipaldi que perdeu muito tempo para Castroneves e Conway que aproveitaram para recuperar o tempo perdido.

A noite foi dos Acura que lideravam quando o relógio marcou 12horas de corrida e apresentavam um ritmo muito interessante mas tanto o #6 como o #7 tiveram problemas que obrigaram a estar muito tempo parados nas boxes, o que os afastou da luta pela vitória.

Mas a vida dos Cadillac não foi fácil com o #90 a desistir bem cedo na prova e o #10 a ficar nas boxes quando faltavam pouco mais de 6h para o final da corrida. Os 5 furos que afetaram o carro foram motivo mais que suficiente para a equipa não arriscar a integridade dos pilotos e os vencedores de 2017 ficavam assim pelo caminho, assim como os dois Nissan da ESM, e os dois Mazdas Joest que sofreram problemas mecânicos terminais.

Quanto aos “Caddy´s” #5 e #31 também tiveram de enfrentar problemas com o novo motor Cadillac a dar sinais de sobreaquecimento no último terço da corrida. Mas o #5 conseguiu resolver o problema sem perder muito tempo na box enquanto o #31 não teve a mesma sorte ficando 3 voltas atrás dos líderes, que nunca mais abandonaram o primeiro posto. Os pilotos da Action Express fizeram um trabalho espantoso para manter o carro em condições de chegar ao fim da corrida, levantando o pé e fazendo por vezes tempos ao nível dos GT´s mas que eram o suficiente para manter no lugar desejado, dado baixíssimo número de bandeiras amarelas mostradas ( apenas 4 FCY nesta corrida, o que é notável). Um esforço que deu os frutos mais desejados… A bandeira portuguesa voou mais alto numa das provas mais apetecidas do mundo. É o hat-trick para Barbosa e Fittipaldi e a estreia no pódio à geral para Albuquerque, à frente do #31 e do Oreca #54 da CORE autosport que fez uma prova excelente.

O Oreca #78 (melhor Jackie Chan DC Racing) de Félix da Costa terminou em 5 quinto, com o português a ver a bandeira de xadrez dentro do carro, ele que teve de cumprir um drive Through, quando atacava Bruno Senna pelo quarto posto. Mas o destaque terá de ir para os Ligier da United Motorsport que fizeram um excelente trabalho. O #32 terminou em quarto e o #23 de Alonso teve demasiados problemas para estar no topo, mas apresentou um ritmo muitas vezes superior ao do segundo carro da equipa e tanto Alonso como Lando Norris deram nas vistas com stints muito bons, especialmente o de Lando Norris, quando enfrentou a chuva da noite e ganhou tempo aos adversários.

Os Acura (9º e 10º lugar para os dois carros da Penske) mostraram potencial mas pagaram pela “juventude” do carro, com problemas de fiabilidade. Mas serão um adversário a ter em conta para os Cadillac.

Em GTLM a história é fácil de contar. Os Ford foram superiores a toda a concorrência e venceram com relativa facilidade. O #67 foi o primeiro a cruzar a meta na sua classe à frente do #66. Os Corvette #4 e #3 tentaram de tudo para contrariar este domínio (Fassler enfrentou a chuva do meio da noite com slicks) sem sucesso. Os Porsche e Ferrari tiveram uma noite difícil que os tirou das contas pela vitória e os BMW acumularam um ritmo inferior com muitos problemas.

Em GTD tivemos uma luta espectacular, com vários candidatos à vitória. O Audi #29 pareceu ser o carro a ter em conta no início, mas uma penalização deitou por terra o esforço da equipa ( o IMSA apontou que havia uma irregularidade no reabastecimento algo que a equipa negou). Na reta final tínhamos quatro candidatos à vitória. O Lamborghini #11, o Mercedes #33 e o Acura #86 de Parente que tentou o último assalto à vitória. O Lamborghini da Grasser pela mão do inevitável Bortolitti venceu a corrida, com o português a ficar com a segunda posição à frente do #48.

Foi batido o recorde de distância percorrida pelos protótipos e pelos GTLM um sinal claro da fiabilidade e das poucas paragens (apenas pouco mais de 1 hora de amarelas) que vimos nesta corrida. Um marco histórico e um recorde que foi quebrado por um português claro… Albuquerque terá mais um registo de relevo para colocar no seu fantástico CV.

Os nossos pilotos tiveram prestações muito boas e apenas Lamy não viu a bandeira de xadrez devido a um erro de Dalla Lana que com uma saida de pista danificou o Ferrari #51 que não voltou à pista. Uma pena para o português que mostrou novamente muita qualidade. Barbosa e Albuquerque fizeram o costume e foram soberbos, Félix da Costa mostrou que se dá bem nos protótipos e afirmou ter gostado muito da experiência e Parente foi o Parente do costume… competitivo, rápido e na luta pela vitória. Não lhe sorriu mas foi uma excelente estreia nesta clássica.