“Esperamos perder 1,5 seg, por volta. É um pouco difícil prever exactamente o nível de desenvolvimento que as equipas vão colocar nos carros, mas certamente que o tempo perdido rondará este valor. Acho que a probabilidade de melhorarmos é muito boa. A probabilidade de melhorarmos pouco também existe e a probabilidade de que isto piore as coisas é quase zero, se não zero, na minha opinião. “
A FIA espera que esta medida permita que os carros possam competir mais próximos e explica que se não fossem tomadas medidas, 2019 e 2020 seriam anos com ainda menos ultrapassagens e lutas:
“Gostaria de acrescentar que a forma como o desenvolvimento está a ser feito actualmente, leva a que uma das principais tarefas dos engenheiros é mover a turbulência provocada pela roda para o mais longe possível do carro. Quanto mais longe essa turbulência for colocada, menos afecta o difusor e a asa traseira. Esse é o objectivo principal, que afecta negativamente o carro perseguidor. Se não fizéssemos uma mudança nas regras, os próximos dois seriam gradualmente piores. Parte da mudança de regras é também parar esta tendência e fazer uma mudança radical. Acreditamos que essas características de desempenho teriam sido piores em 19 e 20 se não tivéssemos feito nada”.
Assim, a FIA esclarece que espera melhorias, que não sabe quantificar, e pode dar-se o caso de não vermos mudanças radicais nas corridas. É uma espécie de remendo que não convence a totalidade dos envolvidos e que poderá não trazer benefícios. A ser verdade que a tendência para a dificuldade em seguir os carros iria aumentar, entende-se a mudança mas não faria sentido a FIA e a F1 ter ponderado esse factor quando se optou por mudar as regras em 2017? Numa altura que tanto se fala em poupar para permitir às equipas pequenas terem mais hipóteses, esta mudança parece ser contraditória. Esperemos que os responsáveis saibam o que estão a fazer.