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Fórmula 1: O futuro é já amanhã

Formel 1 - Mercedes-AMG Petronas Motorsport, Großer Preis von Bahrain 2018. Valtteri Bottas Lewis Hamilton Formula One - Mercedes-AMG Petronas Motorsport, Bahrain GP 2018. Valtteri Bottas Lewis Hamilton
Formel 1 - Mercedes-AMG Petronas Motorsport, Großer Preis von Bahrain 2018. Lewis Hamilton Formula One - Mercedes-AMG Petronas Motorsport, Bahrain GP 2018. Lewis Hamilton
Charles Leclerc (MON) Alfa Romeo Sauber C37 and Lance Stroll (CDN) Williams FW41 battle at Formula One World Championship, Rd4, Azerbaijan Grand Prix, Race, Baku City Circuit, Baku, Azerbaijan, Sunday 29 April 2018.
Charles Leclerc (MON) Alfa Romeo Sauber C37 and Lance Stroll (CDN) Williams FW41 battle at Formula One World Championship, Rd4, Azerbaijan Grand Prix, Race, Baku City Circuit, Baku, Azerbaijan, Sunday 29 April 2018.
Marcus Ericsson (SWE) Alfa Romeo Sauber C37 and Kevin Magnussen (DEN) Haas VF-18 battle at Formula One World Championship, Rd4, Azerbaijan Grand Prix, Race, Baku City Circuit, Baku, Azerbaijan, Sunday 29 April 2018.

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Amanhã será um dia importante para a F1, no Mónaco. Na pista não acontecerá nada de relevante mas fora dela teremos a apresentação de novidades para o futuro da F1 pós 2020. Os primeiros tópicos apresentando há alguns meses atrás não reuniram consenso e agora será tempo de conhecer um pouco mais do que a Liberty Media propõe para o futuro do Grande Circo.

O resumo das novidades propostas é simples de fazer… mais simplicidade nos motores, maior equilíbrio na divisão do dinheiro entre equipas, a adoção de um tecto orçamental e um sistema de tomada de decisões mais simples.

A maior simplicidade dos motores vai dever-se à remoção do MGU-H, o componente da unidade motriz que permite transformar a energia térmica vinda do turbo em energia eléctrica. É a parte mais complexa, fascinante e por consequência mais cara das novas unidades motrizes. A simplicidade dos motores do futuro tem como objectivo a diminuição de custos para assim permitir as equipas mais pequenas que não gastem demasiado dinheiro em motores e possam usar o orçamento para chegar mais perto das equipas de topo e diminuir o fosso competitivo. Para isso, servirá também o novo conceito aerodinâmico, que se espera possa permitir que os carros lutem mais de perto em pista sem exageros ao nível da aerodinâmica. Contra estas mudanças nos motores, estão obviamente a Mercedes e a Ferrari, cujas unidades motrizes estão bem desenvolvidas e para quem dinheiro não é problema. A Renault está comprometida com a F1 para além de 2020 por isso deverá aceitar o que for proposto e a Honda, embora tenha lamentado a saída do MGU-H deverá estar ansiosa por começar do zero um motor mais simples. As equipas clientes estão a favor de uma diminuição dos custos.

A parte financeira da F1 vai levar um abalo substancial. No tempo de Bernie, os grandes recebiam muito e os pequenos recebiam pouco, o que aumentou o fosso entre equipas. Force India foi sempre uma das equipas que mais apontou o dedo ao sistema de divisão de dinheiro que beneficiava equipas com estruturas maiores e com história,colocando de parte o mérito recente das equipas. Com a nova distribuição proposta, o “bolo” é dividido de forma mais equitativa e são colocados de lado alguns prémios ou reduzidos, como o caso do famoso prémio da Ferrari que recebe milhões por estar presente desde o início da competição. O tecto orçamental será outro tema quente e que no passado nunca conseguiu ser implementado. Max Mosley saiu da liderança da FIA sem conseguir implementar o sistema que agora regressa à mesa sem o apoio das equipas grandes. A tomada de decisão mais simples pretende que não seja preciso esperar pela unanimidade para avançar com mudanças o que torna os processos penosos, lentos e raramente bem sucedidos.

Com a apresentação dos pormenores destas linhas gerais poderemos saber ao certo como funcionam as ideias da Liberty para o futuro. Depois disto será tempo de discussão e de tentar chegar a consensos, o que nem sempre acontece na F1. Mas o futuro começa amanhã e 2021 começa a ser desenhado a partir de agora.