O CEO do Grupo PSA, Carlos Tavares, é conhecido pela capacidade de focar as marcas que lidera nos segmentos onde elas são mais lucrativas. Depois do sucesso na recuperação da Peugeot e Citroën, essa estratégia está agora a ser implementada no mais recente emblema do grupo, a Opel. E, sabendo da força que esta marca tem no segmento SUV, onde a tripla X (Mokka, Crossland e Grandland) tem alcançado grande sucesso, a empresa vai agora focar-se nesta faixa do mercado. A isso junta-se a aposta em modelos com alto volume de vendas como o Corsa, em que a nova geração lançada em 2019 será outro dos trunfos para os próximos anos. Além disso, a Opel será também a “ponta de lança” na ofensiva elétrica do Grupo PSA, e essa será outra área onde serão concentrados esforços. Mas, como se sabe, o dinheiro não estica, e a gestão habitualmente obriga a retirar de alguns modelos para colocar em outros, pelo que a Opel vai cortar três modelos da sua gama.
Os contemplados nesta “dieta das propostas” são o descapotável Cascada (já ausente da gama nacional) e os citadinos Karl e Adam. Quando terminarem o atual ciclo no mercado, não haverá novas gerações para estes três automóveis, o que significa que serão eliminados da oferta no final de 2019. São avançados vários motivos para esta decisão, entre os quais estão reduzir a complexidade de fabrico da marca, melhorar a eficiência da produção e também facilitar o cumprimento das metas de emissões para 2021. Tendo em conta os dados do mercado europeu até final de agosto, a decisão é compreensível, pois nenhum destes automóveis tem um volume de vendas muito elevado. O Karl tem o melhor desempenho do trio, com 32825 unidades comercializadas, enquanto o Adam convenceu 25490 clientes. Bem residual é o resultado de vendas do Cascada, que representa apenas 1569 automóveis vendidos este ano.